sexta-feira, 11 de julho de 2014

O inverno e o melhor da estação

“Quando o inverno chegar, eu quero estar junto a ti.” Quem não quer, não é? Estar junto a quem a gente gosta, tomando um vinho ou um chocolate quentinho, assistindo a um bom filme.  Inverno é tempo de aquietar a alma e se aconchegar entre almofadas, travesseiros e edredons. É tempo de introspecção. Na natureza, os animais se recolhem. E nós também, buscamos aquele cantinho da casa onde o calor está presente.

É uma ótima época para fazer programas mais caseiros, um jantar com os amigos, um fondue, uma pizza, ou comer um queijo degustando um bom Chardonnay.


Inverno é tempo de repor as energias. De aproveitar momentos felizes, como as festas juninas, os festivais de massas e esse ano foi tempo de curtir futebol também, embora tenhamos saído do torneio antes do desejado.

Nosso corpo também muda


Você sabe porque a gente fica com mais vontade de comer doces no frio? É porque o gasto energético do organismo é maior para manter o metabolismo e temperatura do corpo. Quando comemos um brigadeiro, um chocolate, um tortinha alemã... hummmm nosso organismo ganha energia e se mantém.

E por que sentimos mais frio nos pés? Isso acontece porque o corpo faz bem seu trabalho principal que é aumentar a temperatura e enviar energia para os locais mais vitais, como o cérebro, coração, pulmões e órgãos internos. Por isso, prepare as meias!

Roupas saem dos armários


É hora de trazer tudo que for quentinho do fundo dos armários. Edredons, colchas, mantas, casacos de lã, couro, tudo precisa pegar um ar e vir para os compartimentos mais acessíveis. Que tal aproveitar que vai mexer nos guardados e dar uma boa organizada nas gavetas também?

Cães e gatos


Seu pet também vai precisar de cuidados. É preciso atenção aos filhotes e cães idosos de pelo curto que sentem mais frio que os demais. Forrar casinhas com mantas ajuda a deixar a friagem do chão distante. Evite banhos com água fria. Use água morna e escolha a hora mais quente do dia. Evite aquecedores em casa pois ressecam o ambiente. Se morar em local de baixa umidade, uma dica é espalhar toalhas molhadas e bacias com água na casa. Por fim, estimule o banho de sol. Eles vão adorar.

O inverno está aí. Há quem ame e quem odeie. Mas já que não temos como mudar de estação, que tal curtir o que ele tem de melhor? Boa estação pra você.


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Conheça as Mulheres da Reserva Botânica

Gilberto era um homem que gostava muito de plantas, tanto que colecionava palmeiras em sua casa em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Mas as palmeiras ocupavam muito espaço e ele precisava achar um paraíso para elas. Buscou e encontrou uma terra fértil na região do Norte Fluminense, onde viu a maior moita de Geonoma schotiana (uma palmeira de Mata Atlântica), de sua vida. Era sua palmeira preferida! Gilberto levou quase 4 anos pra conseguir comprar aquela parte da terra e batizou seu pedacinho de paraíso de Reserva Botânica das Águas Claras.

Com o tempo, foi comprando propriedades do entorno. Tentou cultivar coco, mas precisava de muito agrotóxico, por isso não quis. Um amigo sugeriu: por que você não planta pupunha? A pupunha é um tipo de palmeira da região Norte do Brasil, de onde se extrai o palmito.  A dica foi ótima, pois a plantação deu muito certo. A fazenda começou a se desenvolver e o negócio do palmito cresceu lá pelo ano de 1995. Ele então chamou mais gente para trabalhar e deu prioridade para mulheres, pois sempre acreditou em sua capacidade. O serviço de poda das moitas de palmito requeria delicadeza no trato com a foice e ele queria também ajudar as mulheres e suas famílias. A esposa, Mônica, fez questão de assinar a carteira das trabalhadoras, coisa rara nas lavouras da região, pois a maioria contratava temporariamente conforme a necessidade. Trabalhavam meio expediente e no resto do tempo podiam cuidar de suas famílias. As primeiras mulheres contratadas foram Elciléia, Maria e Almerita.

Um dia, Gilberto veio a falecer e a fazenda ficou um pouco abandonada, sendo necessário demitir algumas trabalhadoras. Mas sua filha, Cecília Freitas, bióloga, resolveu assumir o negócio para não ver o sonho do pai acabar assim tão de repente. Ela contratou novamente as três mulheres e mais suas filhas para a roça. O cultivo do palmito voltou com força total, mas para Cecília faltava algo. Visitando eventos, ela conheceu o pessoal super criativo da Matéria Brasil, antes chamada Fibra Design Sustentável, que havia inventado um compensado feito da pupunha. Pelo projeto, foram até premiados. Mas as palmeiras de Cecília não serviam para o compensado, pois, para retirar a madeira, era preciso deixar a pupunha crescer aproximadamente dez anos. Para o palmito corta-se a palmeira com no máximo três anos.
Mas Cecília queria mesmo fazer algo novo nas terras da família. Então combinou com o pessoal da Fibra Design que iria desenvolver um produto para revestimento de interiores similar a outro que tinham, só que em vez de usar bananeira, como o original, usaria a pupunheira. Nesse meio tempo, Cecília uniu-se a Mônica Castedo, fonoaudióloga e artesã com experiência em papel artesanal, que se tornou sua sócia. Pesquisaram muito e chegaram a uma chapa de fibra de pupunha, com acabamento impermeável e segura para o meio ambiente: o VegPlac. Fundaram a empresa Kaapora Design. As mulheres, que antes trabalhavam na lavoura, foram convidadas a atuar no desenvolvimento deste novo negócio, sobretudo as mais idosas, já cansadas do sol forte na lida com a terra.

O material como revestimento não passou no controle de qualidade das duas e nunca foi para o mercado. Foi então que, em 2012, depois de três anos de pesquisa e com os recursos para investimentos chegando ao fim, decidiram que tinha chegado a hora de ganhar algum dinheiro. Organizaram uma oficina criativa junto com suas funcionárias e criaram os primeiros produtos de decoração feitos com VegPlac. Surgiram então as primeiras luminárias e móbiles artesanais. Nesse movimento, perceberam que ali havia um grupo forte, que poderia crescer e gerar renda extra para essas famílias. Foi assim que surgiu o “Mulheres da Reserva Botânica”: com as funcionárias da Kaapora Design e suas filhas e netas se juntando ao grupo. Organizaram o primeiro Bazar da Chácara, em Santa Teresa e foi um sucesso! Mônica, que já conhecia a Rede Asta de outro projeto, apresentou alguns produtos. E foi assim que passaram a fazer parte da Rede com uma luminária que produziam.

“Temos a oportunidade de dar continuidade ao nosso trabalho,
de estar perto de nossas casas e trabalhar com nossas famílias.”
Elciléia

Na época, todos os produtos do Mulheres da Reserva Botânica tinham tons naturais, das cores das fibras utilizadas. O local de confecção do VegPlac se caracteriza pela produção de água, logo o uso de corantes químicos não é recomendado. Os naturais (açafrão da terra, gengibre, urucum...) não fixavam bem, ficando rapidamente desbotados. Foi aí que a Rede Asta fez toda a diferença na vida destas mulheres artesãs. Um dia, pediram alguns tecidos doados por confecções à Rede Asta, para criar um processo que desse cores às luminárias. Cecília afirma que os produtos ganharam nova vida e se tornaram objeto de desejo de muita gente. A translucidez das fibras, aliada à cor das estampas sob o efeito da luz, cria objetos vivos. Cada luminária ganhou uma personalidade e uma poesia próprias. Passaram a fazer enorme sucesso em feiras, eventos e também nos canais de venda da Rede Asta. Segundo as “Mulheres”, o ganho estético com a chegada da Rede Asta foi primordial a partir da aplicação da cor dos tecidos nos produtos.

O grupo Mulheres da Reserva Botânica cresceu, ganhou em produtividade e mercado. Buscaram adequação da instalação elétrica junto ao INMETRO, melhoraram as caixas de transporte dos produtos, aprimoraram os insumos e ganharam em profissionalismo.

Hoje a produção é de até 60 chapas de VegPlac por dia com uma face em cor. A produção é toda artesanal durando até quatro dias para se obter a chapa. Primeiro criam a massa com os resíduos da pupunha, depois secam, esticam na prensa e em seguida dão o acabamento impermeável, juntamente com a estampa ou fibras aplicadas. Todo o processo é de baixo impacto ambiental.

Em julho de 2013 foi feita uma oficina de tecelagem para as adolescentes, visando dar a elas uma capacitação que evitasse a evasão de mão de obra, fato que vem acontecendo na região. O sucesso foi tanto que as meninas se uniram ao projeto social e montaram uma linha de tecelagem usando linha, lã e tecido rasgado, criando echarpes e almofadas que vieram a se somar às luminárias na linha de produtos das Mulheres da Reserva Botânica.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Projeto Copa Artesanal une Apex-Brasil, Rede Asta e o talento de artesãs brasileiras


Artecan - Trairi (CE)
Pense em uma árvore de onde tudo se aproveita, da folha ao caule, do fruto à casca. Esta árvore existe e se chama Buriti, que, por permitir seu total aproveitamento, é como uma árvore-mãe, garantindo a sobrevivência de comunidades inteiras no Nordeste, Centro-oeste, Amazônia e Sudeste do Brasil. O Buriti foi inspiração para um projeto que uniu a Rede Asta e a Apex-Brasil (Agência Brasileira dePromoção de Exportações e Investimentos). Trata-se do projeto Copa Artesanal, que foi desenvolvido em cinco cidades brasileiras por seis grupos produtivos de artesãs, cada um com sua arte e seu talento.

Associação Miriam Porto Mota (CE)
O desafio era criar um produto feito à mão com as características do artesanato brasileiro nascinco cidades onde a Agência fará ações para a Copa do Mundo da FIFA™: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Distrito Federal.  Como inspiração para a criação escolhemos o Buriti, simbolizando a flora brasileira e a versatilidade do nosso povo. A árvore deveria estar presente no design da peça a ser criada: uma capa de almofada. A geração de renda para os grupos envolvidos também estava no escopo do projeto, como uma forma de incentivar o empreendedorismo e o desenvolvimento de suas habilidades.

Foram dois meses de projeto, da escolha dos grupos nas cinco cidades à entrega das almofadas, passando pela pesquisa do conceito e materiais, aprovação dos protótipos e criação da embalagem. Nesses sessenta dias em que estivemos junto à Apex-Brasil, descobrimos grandes artesãs e suas belas histórias de vida, como a das rendeiras do Artecan, de Trairi, ou das mulheres que criam lindas frutas feitas de tecido na Cooperativa Dedo de Gente (Minas Gerais). Foi um projeto intenso e desafiador, mas muito inspirador para todas nós. Além desses grupos, participaram do projeto outros quatro: Ecopolo (Rio de Janeiro), Arte Candanga (Distrito Federal), Associação Miriam Porto Mota (Ceará) e Tecoste Confecções (São Paulo).

Arte Candanga (DF)

Os itens criados, cinco padrões de capa de almofadas exclusivos, geraram um total de 2.000 peças feitas e embaladas à mão, que mostrarão o artesanato brasileiro aos parceiros da Apex-Brasil que estão chegando ao nosso país por ocasião do evento.

Ecopolo (RJ)
Para nós, da Rede Asta, é um prazer ver o quão longe o trabalho e o talento desses artesãos pode ir. Obrigada à Apex-Brasil pela oportunidade e a todos que contribuíram para que este projeto tivesse êxito.

Um pouco mais sobre a Apex-Brasil


A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua estrategicamente para inserir mais empresas brasileiras no mercado internacional, por meio de ações de promoção comercial e atração de investimentos. Seu trabalho visa a promover exportações de produtos e serviços dos diversos setores da economia brasileira, desenvolver a competitividade destas empresas e atrair investimentos estrangeiros diretos para o Brasil.

Tecoste (SP)
Produto entregue à Apex-Brasil

Durante a Copa do Mundo da FIFA™, o Projeto Copa do Mundo da Apex-Brasil trará 2.300 compradores, investidores e formadores de opinião estrangeiros ao Brasil para realizar agendas de negócios e acompanhar os jogos do mundial. Neste período, a Agência desenvolverá ações que visam a estimular as exportações brasileiras e captar investimentos, bem como projetar a imagem comercial do Brasil no mercado internacional. O projeto é desenvolvido em parceria com mais de 700 empresas e entidades setoriais brasileiras. É neste contexto de negócios que o projeto Copa Artesanal realizado em parceria pela Apex-Brasil e Rede Asta está inserido.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Viva São João!


"São João, São João, acende a fogueira do meu coração!" 

Quem nunca cantarolou essa música tão tradicional que atire a primeira pedra (na fogueira!). Hoje é Dia de São João, um dos santos mais queridos e festejados por todo o Brasil. Especialmente no Nordeste, os festejos duram todo o mês de junho e são verdadeiras atrações turísticas reunindo milhares de pessoas de todo o Brasil e de fora dele.

"O céu fica todo iluminado, fica o céu todo estrelado, pintadinho de balão!"

Campina Grande, na Paraíba, é considerado o maior São João do mundo! Com suas disputas de quadrilhas, grupos de forró, farta comida típica e muita animação, a cidade abraça sua vocação para ser um pólo de difusão da tradição dos festejos juninos.

Alavantú! Anarriê!


Essas e outras palavras enigmáticas vieram do francês. O bailado das quadrilhas tem origem holandesa, com influência portuguesa, da Ilha dos Açores, e também inglesa. Os passos lembram os minuetos, mas ganharam um apimentado brasileiro e um gingado caipira que não deixa ninguém ficar parado. Na hora da festa vale quem tem mais empolgação!

Bandeirinhas coloridas


Todo mundo que viveu uma infância criativa já tacou o nego na cola feita de arroz pra colar bandeirinhas no barbante, não é? Mas o enfeite também pode ser confeccionado com outros materiais, como retalhos de tecido. E já que nós da Rede Asta amamos transformar tudo que ia pro lixo em arte, pescamos (como nas barraquinhas de pescaria!) essas lindezas, feitas de tecidos multicoloridos. Quer ver como faz? Aqui tem



“Com a filha de João, Antônio ia se casar, mas Pedro fugiu com a noiva, na hora de ir pro altar!”

Na Rede Asta, nossas artesãs aproveitam ícones da cultura popular também para criarem seus belos produtos. As mulheres do grupo Nós do Ponto Chic, de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, criaram uma bolsa com reaproveitamento de malote bancário. E pra dar um toque de cor, colocaram lindas bandeirinhas que trazem o visual das festas juninas. Vai dizer que não é linda e super criativa?

Acenda a fogueira, ponha seu chapéu de palha e faça a festa. Pra animar, veja o vídeo e caia na quadrilha. São João agradece!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Reciclar idéias, materiais e produtos

Upcycling é a junção de “up” com reciclagem, ou seja, significa transformar materiais que iriam para o lixo em produtos de maior valor agregado, dando-lhes um novo status. Porém, ao contrário da reciclagem pura e simples, aqui a matéria-prima não precisa “morrer” para renascer. O upcycling permite criar soluções sem que o objeto mude seu estado químico no processo. Seria reutilizar de forma criativa.

No Dia do Meio Ambiente, nada melhor do que falar disso e lembrar o quanto desperdiçamos tanta coisa que poderia ser reaproveitada, deixando de poluir nosso planeta.

Foto: Superinteressante
Podemos começar nosso papo distinguindo os termos reutilizar de reciclar. Reutilizar é usar novamente algo dando nova função ou roupagem. É a chance de aproveitar todas as possibilidades de uso. Assim, aquele disco de vinil antigo pode se tornar um lindo revisteiro, ou xícaras de porcelana podem se transformar em castiçais para velas coloridas. Basta um olhar mais apurado e criativo e um pouco de habilidade para reutilizar muitas embalagens e objetos que todos temos em casa. O reuso permite reduzir a demanda de consumo que alimenta as cadeias produtivas e com isso diminui-se a poluição do meio ambiente.

Já reciclar envolve um novo ciclo de produção (re-ciclar). A reciclagem é uma atividade produtiva que gera renda, emprego, economia de energia e reaproveitamento de matérias-primas. Ou seja, é uma atividade sustentável, já que evita extrair recursos primários da natureza.

Para que a reciclagem aconteça, o primeiro passo é separar o lixo adequadamente. Infelizmente, pesquisa do IPEA mostrou que somente 8% dos municípios brasileiros têm estrutura para reciclagem.

Foto: Superinteressante
Diante do cenário em que vivemos, de esgotamento de recursos naturais e altos índices de poluição das cidades, a mudança de atitudes é fundamental para garantir um futuro melhor para as próximas gerações. O consumo responsável é um primeiro passo. Por que compramos? Pra quê? Será que realmente precisamos de tanto? A escolha de produtos mais duráveis ou reutilizáveis reduz o desperdício e a quantidade de resíduos gerados na produção. Preferir produtos à granel, em vez de itens embalados em isopor ou plástico pode ser um caminho. Evitar trocar de celular e outros eletrônicos. Recusar sacolas plásticas. Tudo contribui em pequenas atitudes para melhorar nossa qualidade de vida no planeta.

Foto: Superinteressante

Aqui na Rede Asta nossos grupos produtivosde artesãs criam produtos a partir do reaproveitamento de diversos materiais. Trabalhamos com tecidos doados por confecções que se transformam em toalhas, capasde travesseiro, almofadas, bolsas e muitos outros produtos.


As garrafas PET, que levariam mais de 200 anos para se decomporem na natureza, na Rede Asta são transformadas em petisqueiras, colares, bolsas e muitos outros itens.





O grupo Mulheres da Reserva Botânica produz lindas luminárias a partir de resíduos agrícolas que sobram da produção de palmito a partir da pupunha. O material, chamado Vegplac, é um produto inovador e sustentável, que permite criar produtos de grande qualidade e valor de mercado, e ainda contribui para o meio ambiente.


Outro insumo que permitiu a criação de produtos é o banner e o malote bancário. Ambos estão na cadeia produtiva da Rede Asta na confecção de bolsas.


E o jornal? Não esquecemos dele. Pense na quantidade de papel que é jogada fora diariamente. Os jornais podem ser trabalhados e virar porta-retratos e bijuterias.


O serviço Asta para Empresas através do projeto Upcycling utiliza resíduos que as próprias companhias geram, para criar produtos via grupos produtores de artesãos. Esses grupos podem já fazer parte da Rede Asta ou são identificados no entorno da empresa. Os produtos criados dão novo valor ao que iria parar no lixo e se tornam brindes corporativos que têm a marca da sustentabilidade.

Quando se coloca a natureza e o planeta em primeiro lugar, tudo se aproveita. Basta criatividade, vontade e conhecimento. E você, o que tem feito pra contribuir com o meio ambiente?


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Como organizar o quarto das crianças

- Mãe! Ele pegou meu carrinho! 
- Peguei porque ele escondeu meu boneco!

Qual mãe nunca passou por uma situação dessas? Brigas por causa de espaços compartilhados podem acontecer nas melhores famílias. Por isso, é importante criar uma cultura de cooperação, organização e respeito desde tenra idade.

Irmãos com poucos anos de diferença podem dividir o mesmo espaço e conviverem harmoniosamente. Com beliches ou duas camas se o quarto comportar bem, é possível organizar tudo para que o convívio seja bom e tranquilo. É importante que cada um tenha seu cantinho e que, desde pequeno, se estimule a criança a ter o hábito de guardar seu brinquedo em local adequado.

Para ajudar os papais e mamães, aqui vai uma lista de coisas para botar a bagunça em ordem:

- Organizadores com etiquetas: bonecos, carrinhos, brinquedos de madeira, brinquedos de montar... a classificação pode ser feita conforme o acervo da garotada.

- Baús ou caixas plásticas para acondicionar objetos maiores, como bolas, raquetes de frescobol, skate e outros são bem-vindas e fazem a diferença. Se preferir, opte por bolsões de brinquedos que também são muito práticos.

- Prateleiras para colocar bonecos, livros e miniaturas, além de organizar, ajudam a criar um visual interessante e alegre.



- Cabides e ganchos nas paredes são ótimos para pendurar objetos como mochilas.

- Sobre armários ou em lugares mais altos coloque os brinquedos pouco usados.

- Móveis baixos são ideais para que as crianças possam pegar e guardar os brinquedos que mais gostam sem muita dificuldade.

Foto Casa e Jardim

- Gavetões sob a cama também são úteis na hora de ensinar os pequenos a deixarem tudo em seu devido lugar.

- Organizadores de gavetas ajudam a deixar meias sempre em ordem.

- Potes de cozinha, latas de refrigerante e caixas podem ser usadas para guardar lápis, tesouras e canetinhas.

- Sapateiras organizam os calçados da garotada ou, se preferir, separe um canto no armário para os sapatos. Guardando-os bem, eles irão durar mais. 

Outras dicas não menos importantes: se possível, crie áreas no quarto da criança voltadas para cada atividade. Um cantinho da TV e game, outro de estudo e leitura, e outro para brincadeiras contribui para que a criança divida melhor seu tempo entre as atividades durante o dia.

E por fim, ensine seu filho a reaproveitar as coisas. E para isso, nada melhor que exemplos. Participe de campanhas de doação e envolva os pequenos na separação dos objetos e entrega. Doar roupas, brinquedos usados, livros, tudo isso ajuda a desenvolver uma atitude de consumo sustentável. Você também pode ensinar a criança a usar os dois lados do papel sulfite para desenhar. São pequenos gestos que fazem a diferença para o mundo.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Brasil: vestir e investir

Nesse futuro próximo, que Brasil você quer vestir?













Em épocas de grandes eventos veremos todos vestindo a marca Brasil. Serão milhares de pessoas imbuídas de um só propósito, vibrando em um só coração, verde e amarelo. Que tal uma pausa em meio a toda essa festa para uma reflexão?

Vestir o Brasil.

Essa pequena frase pode se abrir em diversos significados. A partir dela podemos nos perguntar: que Brasil queremos vestir? Vestimos mesmo a camisa do nosso país? Contribuímos para o seu crescimento e do seu povo? Nos vestimos de Brasil apenas para ganhar o jogo da Copa ou uma medalha de atletismo? E que tal vestir-se de um Brasil diferente? Um Brasil de brasileiros anônimos, que produzem as camisas, as medalhas, as roupas que você usa e os adornos da sua casa? Podemos nos vestir dessa pátria, que vai muito além do ufanismo dos esportes, e com isso melhorar a distribuição de nossas riquezas, fazendo-as chegarem a quem mais precisa.

Antes de nos vestirmos, é preciso que alguém tenha produzido. E são essas pessoas que nós nunca vemos, são aquelas que ganham salário mínimo e se escondem atrás de máquinas. Ou pior, aquelas que estão do outro lado do mundo e que nós evitamos pensar sob que condições trabalham.

Chamamos você para uma reflexão com a gente. As famílias brasileiras consumiram em 2012 a soma de R$ 1,3 trilhão. Uma quantidade inimaginável de recursos. Infelizmente, isso não fez com que tivéssemos drástica diminuição da desigualdade no país. Fica aqui nosso convite: não vamos esperar que o governo resolva os nossos problemas sociais. Vamos usar nosso consumo diário como instrumento para mudar a realidade. Vamos consumir de forma coerente e consciente. Estimular o comércio justo, procurando produtos que são feitospor produtores artesanais, microempresas ou empresas brasileiras do bem.


“As famílias brasileiras consumiram em 2012 a soma de R$ 1,3 trilhão. Isso não causou grande diminuição da desigualdade social.”

Vamos vestir um Brasil diferente, que produz, reaproveita o lixo, aproveita as oportunidades. Uma nação empreendedora que existe, mas que precisa de pessoas para desbravá-la. Os consumidores podem e devem assumir seu papel de agentes de transformação! Você pode. Eu posso. Juntos, nós podemos mais.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Nossas memórias em imagens

Tudo que vivemos, nossas lembranças são parte de nós e falam do que somos, da pessoa que construímos ao longo dos anos. Pessoas, situações, lugares, viagens, a formatura da escola, o primeiro namorado, os filhos que vão nascendo e trazendo mais luz para nosso mundo. Cada fato é um pedaço da vida e que bom quando a gente consegue guardá-los não só na memória mas em imagens e sons. 



Fotografar já foi algo difícil. Não faz muitos anos quando poucas famílias tinham uma câmera fotográfica em casa. Revelar fotos era um processo demorado. Era preciso retirar o filme fotográfico da máquina cuidadosamente, levar na loja, esperar ficar pronto alguns dias depois e só então ver quais fotos ficaram boas e quais não. O tempo trouxe as câmeras digitais e, mais adiante, os smartphones e seus poderosos aplicativos de fotos, como o popular Instagram.



Hoje, qualquer criança pode fotografar tudo que quiser, basta ter um celular com uma câmera simples. E clicar o momento se tornou um gesto fugaz. Muitos cliques, muitas imagens e apenas alguns comandos pra mostrá-las ao mundo, via redes sociais, WhatsApp ou por e-mail. O selfie, prática de fotografar a si mesmo e postar nas redes sociais, se popularizou e já faz parte da cultural digital. Até na festa do Oscar, atores se fotografaram gerando grande repercussão online.



Num mundo em que imagens circulam livres pela web, ter um porta-retrato ao lado da cama parece um luxo esquecido no tempo. Mas ainda é algo que vale a pena cultivar. Paredes com murais de fotos, painéis e porta-retratos são espaços afetivos, de memórias importantes e fatos inesquecíveis.


Aqui na Rede Asta, nossos grupos produtivos criam produtos a partir de materiais reciclados. Enrolando jornais, colando tecidos ou passando o gel hidrorepelente para impermeabilizar o produto, elas vão construindo porta-retratos lindos que valorizam ainda mais o ato de cuidar de nossas memórias do coração.

Mesmo em um mundo altamente digital, ser um pouco analógico ainda vale a pena, não é? Afinal, afeto e boas lembranças nunca saem de moda e se perpetuam no tempo, como uma foto em branco e preto.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Conforto em tramas e cores

A casa é o lugar sagrado. Nosso recanto de paz. Nela, todo mundo merece ter um cantinho macio para se recostar, com almofadas cheias de cores e texturas agradáveis.


Nossas almofadas são isso e muito mais. Tecidas no vai-e-vem do tear manual ou costuradas uma a uma com pedaços de seda, são confeccionadas a partir da união de retalhos e sonhos, como os das nossas artesãs Ana Lúcia, Cristina, Jussara e tantas outras. São peças exclusivas que trazem não só design e cor para sua casa como a energia destas mulheres lutadoras e criativas.

Do fuxicão gigante à capa de almofada de seda, das com temática do Rio às feitas com fios naturais, todas são um convite ao descanso. Quer entrar em nossa casa? Você é nossa convidada. Afinal, ela é sua também. 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Chegou a nova Coleção Outono-Inverno da Rede Asta!



Sabe mãe que fica hipnotizada olhando o filho no bercinho com todo encantamento? É mais ou menos assim que estamos aqui na Rede Asta. Nasceu nossa nova Coleção Outono-Inverno!

E estamos muito orgulhosos em poder compartilhar com vocês tantos produtos LINDOS criados por nossas artesãs. E não é só a coleção que é nova. O catálogo mudou também. Agora é um LookBook (estamos chiques! J) com muito mais design e histórias de nossas artesãs, para você conhecer melhor quem cria nossa linha de produtos.

Ele traz os principais ícones da nova coleção em produções lindas e também alguns dos nossos sucessos que você já conhece, como o Fuxicão e as almofadas com temas do Rio.



Novo projeto gráfico, novo formato, mais cor, mais conteúdo. Tudo para você mergulhar no universo da Rede Asta e respirar com a gente os novos ares da estação.

Esperamos que você goste e queremos saber tudinho que achou. Deixe sua impressão aqui nos comentários. 



terça-feira, 13 de maio de 2014

Acessórios em tucum: beleza com um toque da floresta

Acessórios são parte importante na composição de um look. Eles podem dar uma renovada no visual sem que se gaste muito. Dependendo do formato, cor, tamanho ou tipo de material, reforçam a personalidade de quem usa e falam muito do estilo de cada um. E dificilmente a gente vai perder um acessório, como se perde uma roupa, sobretudo se soubermos limpá-los e guardá-los adequadamente.

A Rede Asta traz acessórios diferenciados feitos com materiais naturais, como fio de tucum. É um fio muito resistente, bastante usado pra fazer cestarias e artesanatos em geral. É feito manualmente a partir das folhas da palmeira Tucumã. Os índios usam essa mesma folha para fazer cordas para seus arcos, redes para pesca e para dormir.

Os acessórios com fio de tucum decorados com sementes e PET que você encontra na Rede Asta são especialidade do grupo produtivo Jóia Amazônica. Ele faz parte do projeto da Rede Asta com o Coletivo Artes Coca-Cola. Para compor as peças, os artesãos usam crochê ou macramê, técnica para tecer fios que não usa qualquer tipo de maquinaria ou ferramenta. No macramê trabalha-se com os dedos para cruzar os fios que ficam presos por nós, criando franjas, cruzamentos geométricos e outras formas.

O Jóia Amazônica usa o fio de tucum decorado e adiciona delicados detalhes feitos em PET, como neste Colar Gotas e na Tiara de Cabelo Gotas. O resultado encanta pela feminilidade e leveza.



Veja neste vídeo como o fio de tucum é produzido, para depois gerar peças lindas de artesanato:


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Novo site Asta está no ar!

Maio é mês das mães, das noivas, mas também é mês de muitas novidades aqui na Asta! Estamos com um novo site no ar só pra você.

Levamos meses de pesquisa para adequar nossa loja virtual ao mercado e pra ter um resultado final que melhorasse a experiência de compra de nossos cliente. O resultado tem a nossa cara. Mais visual e com muito mais conteúdo, o novo site está contando as histórias que adoramos das nossas queridas artesãs e seus nossos grupos produtivos.


Esperamos que você goste. E, se gostar, compartilhe com os amigos. Assim você nos ajuda, para que mais pessoas saibam da Asta e para a expansão da nossa Rede do bem!


Se desejar, conte pra gente aqui nos comentários o que achou das novidades. Vamos adorar saber sua opinião!


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Conheça a história de nossa cliente, Dona Asta

Dona Asta, nossa Cliente
Era uma tarde como todas as outras no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, quando recebemos em nossa loja mais uma cliente. Só que esta nos surpreendeu com uma história diferente. Maria Teresa nos procurou por uma coincidência do destino. Sua mãe também se chama Asta, como nós. Dona Asta, como é conhecida, na verdade tem por nome de batismo Astanilsen, mas todo mundo a chama carinhosamente de Asta.

E como Maria Teresa nos conheceu? Foi assim: ela ganhou de presente um de nossos produtos, um organizador de bolsa, e qual não foi sua surpresa ao ler na etiqueta o nome da mãe! Dona Asta adorou e se sentiu muito importante. Nascida em 1925, é mãe de 2 filhos, Maria Teresa e Antônio Carlos, e tem ainda 5 netos e 5 bisnetos. Uma família grande que cabe bem naquele coração de mãe. Ilustre moradora do bairro de Laranjeiras há mais de 60 anos, todo mundo a conhece por aqui. Dona Asta recebeu nosso catálogo e amou. Achou tudo lindo!

Era essa a história que a gente queria contar hoje, afinal estamos todos no clima do Dia das Mães. História de gente boa, gente de bem, que acredita nos nossos produtos e abraça nossa causa pelo consumo consciente e pelo comércio justo. Agradecemos a Dona Asta e sua filha por compartilhar com a gente um pouco de suas vidas. E obrigada por comprar nossos produtos do bem. Esperamos vocês pra uma prosa e um bom café aqui na loja.

***

Se você também tem histórias para contar sobre como conheceu a Asta ou sobre sua relação com algum de nossos produtos, mande pra gente! Vamos gostar de conhecer.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013



Rede Asta e L’Occitane – Mais uma parceria que deu certo!

Há um ano, a Rede Asta foi procurada pela marca de cosméticos L’Occitane au Brésil para fechar uma parceria, pois temos uma proposta de trabalho que tem afinidade  direta com os valores da marca. O trabalho com artesãos e a confecção dos produtos por meio resíduos e materiais reutilizados vinham de encontro com a proposta de desenvolver materiais sustentáveis para o merchandising das lojas.

A proposta era que fizéssemos arranjos de flores para decorar as vitrines das lojas com a nova linha de produtos, Vitória Régia, que seria lançada em agosto deste ano. O artesão Ednelson, do Grupo Arte em Família, desenvolveu uma proposta muito interessante de vitórias régias com arranjos de flores em origami.

A ideia logo foi aprovada e a proposta inicial dos arranjos e elementos, que seriam  para as vitrines, se estenderam para outras mesas que ficam no interior das lojas. Dessa forma, os clientes teriam contato direto com o trabalho desenvolvido pela Rede Asta quando vissem os produtos da linha Vitória Régia.

Depois de muita dedicação, o material feito pelo grupo Arte em Família foi enviado para a equipe da L’OCCITANE e hoje podemos conferir os resultados expostos nas 90 lojas L’Occitane en Provence e  nos quiosques da nova marca L’Occitane au Brésil presentes em todo o país até o dia 3 de setembro. Veja abaixo algumas fotos de como ficaram as vitrines e as mesas! 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013





ASTA E CAIXA ECONOMICA FEDERAL


A Rede Asta foi selecionada em primeiro lugar no Edital da Caixa Economica Federal lançado em 2012 para selecionar organizações e projetos que contribuam para o desenvolvimento local sustentável e ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Já iniciamos o treinamento e criação de coleção de produtos com 14 grupos produtivos selecionados dentre aqueles que mais precisam desenvolver suas técnicas e melhorar seus produtos.

terça-feira, 6 de agosto de 2013




COLETIVO ARTES AMAZONIA

A convite do Instituto Coca-Cola, durante três meses no final de 2012 a equipe da Rede Asta capitaneada pela designer Monica Carvalho trabalhou com cinco grupos produtivos da Amazonia, localizados às margens do Rio Negro.  

A proposta foi desenvolver uma coleção com cada grupo usando materiais típicos da região com recicláveis como garrafas PET e latinha. As oficinas de treinamento foram regadas a aprendizados, risos e muita criatividade. Foram ao todo 70 artesãs impactadas positivamente pelo projeto, algumas chegaram a ganhar R$ 2 mil com a produção e 46% delas declararam que tiveram sua renda familiar aumentada. “Meu marido teve até que deixar de serrar madeira para me ajudar na encomenda das bolsas.” Conta Mariete da comunidade de Santo Antônio.