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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

10 anos de Rede Asta

Gratidão. Orgulho. Alegria. Celebração.

Não sabemos dizer qual destas palavras expressa melhor o momento que estamos vivendo e que desejamos compartilhar com você. Afinal, são 10 anos de Rede Asta!


Sim. Desde que Alice convidou Rachel para trabalharem juntas e começaram a atuar em 2005 na capacitação do primeiro grupo de mulheres numa cooperativa de catadores de lixo em Campo Grande até hoje, 10 longos e incríveis anos se passaram. Em 2008 a Rosane chegou para somar seu talento e garra ao nosso time e, desde então, a Rede Asta segue sob o comando dessas três mulheres empreendedoras se reinventando diariamente a partir do talento de nossa querida equipe e dos 59 grupos de artesãos e artesãs que fazem parte deste grande projeto.

Em 10 anos, geramos mais de R$ 3 milhões em renda para 1245 artesãs brasileiras. Todos esses 3.650 dias foram completamente dedicados a um sonho no qual acreditamos. Um sonho que nos inspira todos os dias e nos leva adiante. Foi uma década de muito trabalho, dedicação, vitórias, desafios, erros e aprendizados. Até que chegamos até aqui, prontas para comemorar tudo isso com você.

Queremos e acreditamos que podemos fazer muito mais. Desejamos fazer do consumo uma ferramenta de inclusão social e econômica. Fomentar o comércio justo, feito a partir de relações equilibradas entre produtores e consumidores. Queremos empoderar ainda mais mulheres (elas são 90% dos grupos da Rede) incentivando seus talentos e estruturando seus pequenos negócios através de treinamentos, formação de redes de produção e criação de canais de venda. Queremos transformar resíduos em produtos cheios de histórias e potencial de mercado.

Somos a Rede Asta. Somos mulheres de fibra. Somos União.


Mais que uma Rede, somos um Movimento que une talento, sonho, perseverança, vontade, amor, histórias de vida, a arte do fazer à mão, produtos incríveis e a vontade de mudar o mundo para melhor. Você também acredita que é possível? Junte-se a nós e vamos somar. Os próximos 10 anos nos aguardam!

Hora de Festejar


Nós da Rede Asta nos reunimos em 30 de novembro para comemorar nossos 10 anos! Foi uma tarde de partilha e confraternização entre as artesãs e da equipe Asta. Afinal, é sempre bom festejar com nossos amigos, não é?



Conversamos sobre a nossa história, momentos importantes na vida das artesãs e dos grupos produtivos nesses 10 anos e objetivos futuros para a Rede Asta. São essas oportunidades que nos permitem criar ainda mais laços, trocar sorrisos, experiências, abraços e ter sempre mais e mais razões para comemorar!

Acreditamos que todos que passaram por nossa história são importantes e por isso não podíamos deixar nossos clientes de fora! Para vocês até domingo, 6 de dezembro, todos os produtos do nosso site estão com 10% de desconto. Você não pode ficar de fora da festa! Acesse aqui.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Dia Mundial do Meio Ambiente

Reaproveitamento de garrafa PET
O PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente elegeu o consumo e o estilo de vida sustentável como temas para o Dia Mundial do Meio Ambiente, que é celebrado hoje, 5 de junho, em todo o mundo. O objetivo é destacar a urgente necessidade de mudar nosso modo de usar os recursos naturais. O mote da campanha este ano é: “7 bilhões de sonhos. 1 planeta. Consuma com moderação.”


Jornal vira novo produto
Mais do que nunca na história da humanidade, consumimos e consumimos muito! Isso dificulta a capacidade regeneradora da Terra. Com 3 bilhões de consumidores na classe média aguardando para ser incorporada na economia mundial em 2.030 e uma população mundial que poderá alcançar a marca de 9 bilhões de pessoas em 2.050, estes desafios poderão se tornar inatingíveis se não mudarmos nossos hábitos para praticar um consumo mais consciente e responsável.

Aliado ao consumo, temos que olhar também para o lixo que é resultante deste consumo. Sabemos que cada brasileiro produz, em média, 1,1 kg/dia de lixo. No Brasil, são coletadas, diariamente, 188 mil toneladas de resíduos sólidos. Agora imaginem isso multiplicado por bilhões de seres humanos em todo o planeta. Por isso a reciclagem e reaproveitamento de materiais é urgente e super necessária.

Tecidos doados ganham nova vida
Mais de 80% de todos os produtos que vendemos são feitos com reaproveitamento de materiais descartados pelas empresas e por pessoas como eu ou você. São milhares de latinhas de refrigerante, garrafas PET, tecidos, caixinhas de leite, jornais, revistas e outros que se transformam e viram produtos novos, de grande valor agregado. Participe deste movimento em prol do planeta!

Latinha de refrigerante reaproveitada
















Veja o vídeo, inspire-se, mude seus hábitos e consuma de forma mais consciente.



#diamundialdomeioambiente ‪#‎DMMA2015‬ ‪#‎EuSonhoVerde‬

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

As externalidades e o Desenvolvimento Social

Ao comprar um produto você já parou para se perguntar onde e como ele foi feito? As externalidades acontecem porque apenas uma pequena minoria no mundo se faz essa pergunta todos os dias antes de consumir alguma coisa. Se você morasse ao lado de uma fábrica de utensílios na China que liberasse gases poluentes na atmosfera todos os dias e esgoto no rio que passa em frente a sua casa você compraria os potes plásticos dessa fábrica?

“Quanto maior a distância entre produtores e consumidores, menor é a percepção destes sobre as externalidades negativas geradas.” Diz Inaiê Takaes, pesquisadora do programa de política e economia ambiental do GVces.

Muito tem se discutido atualmente sobre as tais externalidades, mas o que afinal são elas? Quando se fabrica soja em larga escala, por exemplo, não está embutido no preço que pagamos os gastos extremos dos nutrientes do solo, as grandes quantidades de água que ela consome, muito menos o efeito que tem sobre os pequenos produtores. Pesquisas mostram que custa o dobro do produto interno bruto mundial tudo que a natureza oferece sem cobrar para a economia, em torno de U$ 124 trilhões por ano!

Pesquisas feitas mostram que um hambúrguer custaria nos EUA U$ 4,8 se incluísse o custos das externalidades contra os U$2,3 da média de hoje. Completam afirmando que a transição para uma economia de internalização passaria por um período de aumento de preços que seria compensado no longo prazo com os impactos positivos na sociedade e no meio ambiente.

Aí vem a próxima pergunta, o que tem o desenvolvimento social a ver com as externalidades negativas? Tudo.

Vamos voltar nosso olhar ao capital privado que hoje domina a grande maioria das atividades econômicas realizadas. Tudo se resume à compra e venda de bens e serviços e no capitalismo, vence o mais competitivo, aquele que chega no mercado com o melhor custo beneficio e gera o maior lucro para quem vende (não necessariamente para o produtor). Só que para que isso aconteça muitas vezes não é possível incluir nos custos as externalidades, como por exemplo, salário digno, capacitação dos fornecedores, parcerias de longo prazo para empoderar os participantes da cadeia de valor, impactos ambientais da produção, dentre outros.

No final das contas já dá pra perceber o que eu e você – consumidores - e as empresas temos a ver com as externalidades. Enquanto nós, os CLIENTES, não pararmos para nos perguntar sobre a origem das coisas que compramos e passarmos a tomar decisões mais conscientes na hora de consumir, vamos continuar estimulando a geração das externalidades. Se não começarmos a querer mudar as coisas pelo nosso simples ato de consumir, todas as outras tentativas de mudar o mundo serão apenas paliativas.

Alice Freitas
Diretora Executiva da Rede Asta


terça-feira, 2 de setembro de 2014

As seis perguntas do consumo consciente

Você sabe o que é consumo consciente? Pratica? Quando você compra um produto, procura saber sua origem? Busca informações da empresa que o produz? Ou sua compra acontece de modo impulsivo e automático? Muitas dessas perguntas sequer são questionadas na hora que adquirimos um produto para nosso consumo no dia a dia.



Pra que todos nós tenhamos mais consciência sobre o que estamos comprando, o Instituto Akatu levantou as seis perguntas fundamentais pra que criemos uma maior consciência sobre o nosso consumo. Afinal, o ato de consumir é uma poderosa ferramenta de transformação da sociedade, da economia e também afeta diretamente o meio ambiente, já que a produção de bens utiliza os recursos do planeta. Já consumimos 30% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra e isso é alarmante porque, se não houver uma mudança nos padrões de consumo e produção, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas Terra para atender nossas necessidades de água, energia e alimentos. Ou seja, nossas escolhas são fundamentais para ajudar na construção de uma sociedade mais equilibrada. Que tal parar um pouco e responder essas seis perguntas?

1. por que estou comprando?

Será que você realmente precisa do item que está comprando ou está agindo por mero impulso? Será que você precisa mesmo trocar de carro ou de celular agora? O que é realmente importante neste momento para você?

2. o que irei comprar?

Dentre as opções disponíveis, escolha as que realmente atendam às suas necessidades. Pra isso é preciso ter claro em mente o que você precisa de fato. Evite o desperdício e busque produtos de qualidade que ofereçam maior durabilidade.



3. como irei comprar?

Você tem recursos financeiros pra quitar sua compra? Vai pagar à vista ou a prazo? Como irá buscar suas compras: carro, ônibus, bicicleta ou a pé? Você as trará em sacolas plásticas ou usará ecobags?


4. de quem irei comprar?

A escolha do fabricante é das mais importantes. Como é a produção desta empresa? Ela usa mão de obra infantil? Ela valoriza seus funcionários? Ela polui o meio ambiente? Ela cria oportunidades para as comunidades no seu entorno?

5. como vou usar o que comprei?

É preciso saber usar da melhor forma os bens que compramos, para evitar trocas sucessivas sempre que algo novo surgir no mercado ou entrar na moda. Você costuma consertar produtos quebrados, ou simplesmente os descarta e compra um novo? Você evita o desperdício de energia deixando os aparelhos eletrônicos desligados quando estão fora de uso?


6. como descarto o que não uso mais?

O descarte é tão importante quanto a compra. Será que o que você está jogando fora não pode ser reutilizado por você ou por outra pessoa? Será que aquela blusa do inverno passado não pode ser reaproveitada com alguns ajustes? E os móveis? Que tal uma pátina para renová-los? Se mesmo após estas perguntas você achar que deve mesmo se desfazer do produto, de que maneira pretende descartá-lo?

Nós, da Rede Asta, acreditamos no consumo consciente e estamos sempre buscando formas de reaproveitar resíduos para a confecção de novos produtos. O consumo dentro da nossa visão de negócio é uma poderosa ferramenta de inclusão social e econômica. Para cuidarmos melhor do planeta e melhorarmos as relações de consumo é preciso mudança de hábitos em pequenas ações do nosso dia-a-dia. Depende de cada um de nós darmos nossa contribuição para garantir a sustentabilidade da vida no planeta.

Fonte: Instituto Akatu

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Como são calculados os preços na Rede Asta

Preço justo, relações transparentes, respeito mútuo. Assim são os princípios de trabalho que abraçamos na Rede Asta, dentro do que o mercado chama de comércio justo. Nossa atuação visa sempre a artesã em primeiro lugar, fazendo com que ela obtenha frutos reais do seu trabalho e garanta a geração de renda através de sua atividade produtiva.

Sabe aquela almofada que você comprou na Rede Asta pelo preço de R$ 40,00? Se formos separar em fatias esse valor, você verá que a maior parte vai para o grupo produtivo de artesãs que criou a peça. Dá uma olhada neste exemplo em como ficaria a divisão.

A almofada custa R$ 40,00, sendo que:

R$ 17,20 fica com o grupo produtivo (43%).
R$ 10,80 cobre nossos custos diretos, como tarifa de cartão de crédito, manutenção do site, frete e embalagem, demarcação e impostos de 9% (27%).
R$ 12,00 é a margem de contribuição para pagamento dos custos fixos da Rede Asta (30%).


Esse é o nosso compromisso: sermos transparentes no que fazemos, trabalhar para que haja uma melhor distribuição de renda para os produtores e para que o consumo se torne uma ferramenta de inclusão social e econômica.

Saiba mais sobre a Rede Asta.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Como organizar o quarto das crianças

- Mãe! Ele pegou meu carrinho! 
- Peguei porque ele escondeu meu boneco!

Qual mãe nunca passou por uma situação dessas? Brigas por causa de espaços compartilhados podem acontecer nas melhores famílias. Por isso, é importante criar uma cultura de cooperação, organização e respeito desde tenra idade.

Irmãos com poucos anos de diferença podem dividir o mesmo espaço e conviverem harmoniosamente. Com beliches ou duas camas se o quarto comportar bem, é possível organizar tudo para que o convívio seja bom e tranquilo. É importante que cada um tenha seu cantinho e que, desde pequeno, se estimule a criança a ter o hábito de guardar seu brinquedo em local adequado.

Para ajudar os papais e mamães, aqui vai uma lista de coisas para botar a bagunça em ordem:

- Organizadores com etiquetas: bonecos, carrinhos, brinquedos de madeira, brinquedos de montar... a classificação pode ser feita conforme o acervo da garotada.

- Baús ou caixas plásticas para acondicionar objetos maiores, como bolas, raquetes de frescobol, skate e outros são bem-vindas e fazem a diferença. Se preferir, opte por bolsões de brinquedos que também são muito práticos.

- Prateleiras para colocar bonecos, livros e miniaturas, além de organizar, ajudam a criar um visual interessante e alegre.



- Cabides e ganchos nas paredes são ótimos para pendurar objetos como mochilas.

- Sobre armários ou em lugares mais altos coloque os brinquedos pouco usados.

- Móveis baixos são ideais para que as crianças possam pegar e guardar os brinquedos que mais gostam sem muita dificuldade.

Foto Casa e Jardim

- Gavetões sob a cama também são úteis na hora de ensinar os pequenos a deixarem tudo em seu devido lugar.

- Organizadores de gavetas ajudam a deixar meias sempre em ordem.

- Potes de cozinha, latas de refrigerante e caixas podem ser usadas para guardar lápis, tesouras e canetinhas.

- Sapateiras organizam os calçados da garotada ou, se preferir, separe um canto no armário para os sapatos. Guardando-os bem, eles irão durar mais. 

Outras dicas não menos importantes: se possível, crie áreas no quarto da criança voltadas para cada atividade. Um cantinho da TV e game, outro de estudo e leitura, e outro para brincadeiras contribui para que a criança divida melhor seu tempo entre as atividades durante o dia.

E por fim, ensine seu filho a reaproveitar as coisas. E para isso, nada melhor que exemplos. Participe de campanhas de doação e envolva os pequenos na separação dos objetos e entrega. Doar roupas, brinquedos usados, livros, tudo isso ajuda a desenvolver uma atitude de consumo sustentável. Você também pode ensinar a criança a usar os dois lados do papel sulfite para desenhar. São pequenos gestos que fazem a diferença para o mundo.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Brasil: vestir e investir

Nesse futuro próximo, que Brasil você quer vestir?













Em épocas de grandes eventos veremos todos vestindo a marca Brasil. Serão milhares de pessoas imbuídas de um só propósito, vibrando em um só coração, verde e amarelo. Que tal uma pausa em meio a toda essa festa para uma reflexão?

Vestir o Brasil.

Essa pequena frase pode se abrir em diversos significados. A partir dela podemos nos perguntar: que Brasil queremos vestir? Vestimos mesmo a camisa do nosso país? Contribuímos para o seu crescimento e do seu povo? Nos vestimos de Brasil apenas para ganhar o jogo da Copa ou uma medalha de atletismo? E que tal vestir-se de um Brasil diferente? Um Brasil de brasileiros anônimos, que produzem as camisas, as medalhas, as roupas que você usa e os adornos da sua casa? Podemos nos vestir dessa pátria, que vai muito além do ufanismo dos esportes, e com isso melhorar a distribuição de nossas riquezas, fazendo-as chegarem a quem mais precisa.

Antes de nos vestirmos, é preciso que alguém tenha produzido. E são essas pessoas que nós nunca vemos, são aquelas que ganham salário mínimo e se escondem atrás de máquinas. Ou pior, aquelas que estão do outro lado do mundo e que nós evitamos pensar sob que condições trabalham.

Chamamos você para uma reflexão com a gente. As famílias brasileiras consumiram em 2012 a soma de R$ 1,3 trilhão. Uma quantidade inimaginável de recursos. Infelizmente, isso não fez com que tivéssemos drástica diminuição da desigualdade no país. Fica aqui nosso convite: não vamos esperar que o governo resolva os nossos problemas sociais. Vamos usar nosso consumo diário como instrumento para mudar a realidade. Vamos consumir de forma coerente e consciente. Estimular o comércio justo, procurando produtos que são feitospor produtores artesanais, microempresas ou empresas brasileiras do bem.


“As famílias brasileiras consumiram em 2012 a soma de R$ 1,3 trilhão. Isso não causou grande diminuição da desigualdade social.”

Vamos vestir um Brasil diferente, que produz, reaproveita o lixo, aproveita as oportunidades. Uma nação empreendedora que existe, mas que precisa de pessoas para desbravá-la. Os consumidores podem e devem assumir seu papel de agentes de transformação! Você pode. Eu posso. Juntos, nós podemos mais.