quinta-feira, 31 de julho de 2014

Mil maneiras de usar um lenço

Lenços são acessórios super fashion que dão um up em qualquer produção. Mas nem todo mundo sabe como usar e que tipo de amarração fazer. Navegando na internet encontramos um vídeo incrível que mostra 16 formas diferentes de ficar linda com um lenço. 

Veja e conte pra gente nos comentários qual você gostou mais. Imperdível! 

domingo, 27 de julho de 2014

O sonho de uma rendeira

Todos os dias aqui na Rede Asta a gente se encanta com histórias tocantes e sensíveis, de gente que luta diariamente pra crescer e realizar seus sonhos. E é mais uma dessas histórias que vamos contar pra você.


Estivemos na cidade de Canaã, visitando o Artecan, para conhecer de perto o trabalho do grupo de rendeiras que fez parte do projeto da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) em parceria com a Rede Asta. O projeto chamava-se Copa Artesanal e foi desenvolvido em cinco cidades onde aconteceram ações da Agência para a Copa do Mundo da FIFA: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Brasília. Os grupos produtivos escolhidos criaram lindas e exclusivas capas de almofadas, que promoveram o artesanato, a cultura local e os valores do Brasil junto a empresas e investidores estrangeiros.

E foi neste contexto que, no interior do Ceará, conhecemos um verdadeiro anjo. Uma senhorinha de baixa estatura, mas de grande coração, que nos acolheu com seu sorriso cativante e fala tranquila. Trata-se da Dona Norma, uma das muitas rendeiras da região que aprendeu seu ofício da mãe, que por sua vez aprendeu da avó, e vem perpetuando a tradição do bilro até os dias de hoje. Com dedos ágeis, Dona Norma cria rendas lindas e delicadas no desfiar das horas. O som que se ouve dos bilros batendo é uma melodia suave que preenche todo o espaço e, ainda agora, ecoa em nossos ouvidos.


Dona Norma, do alto dos seus 67 anos, nos confidenciou um sonho. E conhecer o sonho de alguém é algo muito sério, que nós ouvimos com muita atenção. Ela sonhava com um vestido, um vestido único, feito de uma linha especial que ela nunca teve condições de comprar. Um sonho que pode parecer simples e fácil de realizar, mas que pra ela era bem distante e difícil.

Ficamos tocadas com tanta doçura e simplicidade, e honradas por Dona Norma nos contar esse sonho de tanto tempo. Sentimos grande alegria em poder realizá-lo. E foi o que fizemos! Nossa equipe, junto com o pessoal da filmagem do projeto, levou as linhas tão desejadas para Dona Norma. Esse encontro, não temos como descrever, tamanha foi a nossa emoção. Deixamos aqui o vídeo para que vocês mesmos vejam.



Pra nós, da Rede Asta, são esses momentos que nos nutrem e alimentam diariamente. E são pessoas queridas e lindas, como Dona Norma, que nos fazem acreditar cada dia mais no nosso trabalho. Muito obrigada, Dona Norma.


sábado, 26 de julho de 2014

Do Marrocos para o Brasil, ela costurou sua história

Dona Lili em Angola

Ela nasceu no Marrocos, viveu em Angola, onde casou-se, foi para a África do Sul, Portugal e acabou vindo parar no Brasil. E foi assim que Dona Lili costurou sua história de vida, entre países, povos, culturas, climas e gente muito diferente. Essa senhorinha de 75 anos é na verdade Liliana, líder do grupo produtivo Pipa Carioca.

Momentos na África
Hoje, neste Dia da Vovó, queremos homenageá-la, assim como a todas as nossas queridas artesãs que já viveram a doce experiência de ter um netinho para chamar de seu.

Dona Lili foi bancária a vida toda, mas nas horas vagas gostava de costurar, bordar e fazer crochê ou tricô. Começou este hobby quando as crianças nasceram, afinal, tinha que fazer o próprio enxoval. Ela aprendeu sozinha e usando revistas com passo a passo. Hoje faz de tudo um pouco. Em sua casa, não se compra lençol nem toalha de mesa, ela faz tudo na sua boa e velha companheira, a máquina de costura. Para as crianças, fazia também bonecos de pano. E não é que dessa forma nasceram os mimosos gatinhos Mingau e Mimi que fazem parte da coleção da Rede Asta?


– E como a senhora veio para o Brasil? – perguntamos. Contou que sua filha, Suzana, veio primeiro e aqui teve seus filhos. Primeiro uma menina de nome Ana, que cresceu e aprendeu com a mãe, que por sua vez aprendeu com Dona Lili, o ofício da costura. Hoje as três gerações trabalham juntas, criando jogos americanos, nécessaires e produtos infantis feitos com tecido e muito afeto.

Depois veio o segundo neto de Dona Lili, o Afonso, hoje com 11 anos. Ela quis conhecer o menino pessoalmente. Veio para o Brasil em 2004 e gostou tanto do calor do clima e de seu povo que resolveu ficar. Em terras cariocas, já aposentada, ela se uniu ao grupo de artesãs Vizinhas do Mar, no Recreio, para fazer artesanato em tecido. Mas desde o ano passado resolveu criar seu próprio grupo produtivo, batizado de Pipa Carioca, um nome sonoro e divertido que ela escolheu com a filha e a neta pra dar o tom dos seus produtos.


Mãe de três filhos, dois homens e uma mulher, e avó de quatro netos, sua família vive dentro e fora do Brasil. Mas Dona Lili não quer parar por aí. Sonha com um bisneto, que ainda não veio. Quem sabe no Dia da Vovó no ano que vem ela tenha mais uma criança para acalentar no seu afetuoso colo e fazer novos brinquedos de tecidos? Sonhar não é proibido. :-)

Família reunida
Para Dona Lili e todas as vovós da Rede Asta, desejamos um feliz dia, como muito amor, alegria e o carinho de seus netos.

Dona Lili, sua filha Suzana e sua neta Ana. Elas formam o Pipa Carioca.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Animação feita por bordadeiras brasileiras

Começa hoje o Festival de Animação Anima Mundi no Rio de Janeiro com ótima programação para o fim de semana. O evento é sucesso há anos e leva milhares de pessoas para as salas de projeção para curtir as últimas técnicas do segmento e os novos talentos.

E no clima do Festival não é que descobrimos que animação também combina com artesanato? A empresa Döhler Têxtil produziu um filme de animação feito com nada mais nada menos que bordado! Foram 700 dias de produção, 144 cores, 1.267 frames bordados, 10 milhões de pontos e 587 bordadeiras de 167 cidades brasileiras envolvidas.




Um trabalho minucioso, paciente e que gerou um resultado visual lindo e interessante. Cada quadro da animação foi transformado em tela de bordado, que foi fotografada e animada através da técnica stop-motion. A animação foi desenvolvida pela Animaking.



O filme traz uma mensagem de consciência coletiva e de exercício da solidariedade. E coloca a questão: e se o mundo fosse feito à mão? Vale a pena conferir o making of:


Veja aqui a animação pronta, que linda! E nós, da Rede Asta, concordamos plenamente com a mensagem final: “porque só quem pode colorir, transformar e fazer a vida melhor, são as pessoas.” :-)


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Como são calculados os preços na Rede Asta

Preço justo, relações transparentes, respeito mútuo. Assim são os princípios de trabalho que abraçamos na Rede Asta, dentro do que o mercado chama de comércio justo. Nossa atuação visa sempre a artesã em primeiro lugar, fazendo com que ela obtenha frutos reais do seu trabalho e garanta a geração de renda através de sua atividade produtiva.

Sabe aquela almofada que você comprou na Rede Asta pelo preço de R$ 40,00? Se formos separar em fatias esse valor, você verá que a maior parte vai para o grupo produtivo de artesãs que criou a peça. Dá uma olhada neste exemplo em como ficaria a divisão.

A almofada custa R$ 40,00, sendo que:

R$ 17,20 fica com o grupo produtivo (43%).
R$ 10,80 cobre nossos custos diretos, como tarifa de cartão de crédito, manutenção do site, frete e embalagem, demarcação e impostos de 9% (27%).
R$ 12,00 é a margem de contribuição para pagamento dos custos fixos da Rede Asta (30%).


Esse é o nosso compromisso: sermos transparentes no que fazemos, trabalhar para que haja uma melhor distribuição de renda para os produtores e para que o consumo se torne uma ferramenta de inclusão social e econômica.

Saiba mais sobre a Rede Asta.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Melhores palestras TEDx Brasil por e para mulheres

Em breve o Rio de Janeiro receberá uma nova versão do TEDx com a realização do TEDx Rio Metrópole, cujas inscrições estão abertas para os interessados. Nós, da Rede Asta, já participamos deste consagrado evento, que reúne profissionais, pesquisadores, empreendedores e gente de ideias, que fazem acontecer em diversas áreas do conhecimento. E não é que nossa Diretora Executiva, Alice Freitas, teve sua participação no TEDx Jardim Botânico selecionada como uma das melhores palestras TEDx do Brasil feitas por e para mulheres? Diversos organizadores TEDx do Brasil ajudaram a fazer esta lista, que você confere aqui:

Alice, fundadora da Rede Asta, que facilita a geração de renda de uma rede de artesãs brasileiras. Alice Freitas - TEDx Jardim Botânico - Rio de Janeiro


Alessandra, fundadora de Meu Rio, que trabalha para facilitar as ações coletivas para melhorias da cidade. Alessandra Orofino - TEDx Jardins 2013 - São Paulo
Alessandra Orofino no TEDx Jardins 2013

Ana, artista plástica, que gosta de criar o que ela chama de “cortocircuitos urbanos”. Ana Teixeira - TEDx Jardins 2012 - São Paulo
Ana Teixeira no TEDx Jardins 2012

Camila, que viajou pelo mundo buscando bons exemplos de educação para trazer para o Brasil. Camila Piza - TEDx Unisinos - Porto Alegre
Camila Piza no TEDx Unisinos

Claudia, agricultora urbana e co-criadora de “Ortelões Urbanos”. Claudia Visoni - TEDx Jardins 2013 - São Paulo
Claudia Visoni no TEDx Jardins 2013

Deborah e seu convite para agradecer todos os dias. Deborah Dubner - TEDx Jardins 2014 - São Paulo Deborah Dubner no TEDx Jardins 2014

Debora Noal - TEDx Vero Peso Debora Noal no TEDx Vero Peso

Denise, que trabalha pela independência financeira das mulheres brasileiras. Denise Damiani - TEDx Jardins 2013 - São Paulo
Denise Damiani no TEDx Jardins 2013

Fernanda, co-fundadora de “Imagina na Copa”, e seu convite para Imaginar que na Copa tudo pode ser melhor. Fernanda Cabral - TEDx Jardins 2012 - São Paulo
Fernanda Cabral no TEDx Jardins 2012

Gisela, que trabalha para aumentar a autoestima das mulheres brasileiras. Gisela Cochrane Rao - TEDx Jardins 2014 - São Paulo
Gisela Cochrane Rao no TEDx Jardins 2014

Juliana, e seu convite para doar e nos doarmos. Juliana Hoch - TEDx Laçador - Porto Alegre Juliana Hoch no TEDx Laçador

Ligia Sena - TEDx Floripa - Florianópolis Ligia Sena no TEDx Floripa

Nadia Lapa - TEDx ECC Nadia Lapa no TEDx ECC

Pâmela e sua campanha para todas as meninas crespas e cacheadas se sentirem bonitas. Pâmela Gaino - TEDx Jardins 2013 - São Paulo
Pâmela Gaino no TEDx Jardins 2013

Panmela, grafiteira e ativista pelos direitos da mulher e contra violencia doméstica. Panmela Castro - TEDx Belo Horizonte - Belo Horizonte
Panmela Castro no TEDx Belo Horizonte

Sophie e sua campanha contra as dietas. Sophie Deram - TEDx Jardins 2013 - São Paulo Sophie Deram no TEDx Jardins 2013

Tati, fundadora de Benfeitoria. Tati Leite - TEDx Jardim Botânico - Rio de Janeiro Tati Leite no TEDx Jardim Botânico

Fonte: Artigo de Elena Crescia @ecrescia publicado em http://tedxjardinsdotcom.wordpress.com/

domingo, 20 de julho de 2014

Amigo é bom, é bonito e é do bem!

Amizade é algo que a gente cuida e cultiva, como flores no jardim. É amigo de longe, de perto, de ontem, de hoje, do computador, da vida. Amigo é pra se guardar no cantinho mais caro do coração. Hoje, 20 de julho, é comemorado o Dia do Amigo e nós, da Rede Asta, temos motivos pra comemorar, e muito, pelos tantos amigos que fizemos ao longo de nossa história.

Amigos artesãos, amigos parceiros, amigos clientes, amigos colaboradores. Queremos dar um abraço em cada um e dizer que nunca nosso slogan fez tanto sentido, porque, assim como a Rede Asta, amigo também É BOM, É BONITO e É DO BEM.

Feliz Dia do Amigo pra todos! :-)


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Começou a liquidação da Rede Asta!





Sabe aquele colar que você vivia namorando na Rede Asta? E aquela bolsa linda feita com lona e buriti? E o cachepot! Ah, o cachepot... Quer saber a boa notícia? Tudo isso está com um super desconto!

Começou nossa liquidação com produtos com até 70% de desconto. Mas é só enquanto durarem os estoques e não é válido para Conselheiras, ok?

Está esperando o quê? Vem ver só coisa linda com um preço super! :-)
Espia só alguns produtos com descontos imperdíveis:


Lixo que vira arte

Em um mundo onde produzimos diariamente grande quantidade de produtos, embalagens e materiais diversos, o descarte adequado do lixo se torna uma prioridade de todos e uma preocupação para as empresas. Afinal, o que fazer com os resíduos sólidos?


O serviço Asta para Empresas permite que empresas de variados portes transformem resíduos que iriam parar no lixo em produtos diversos, que podem ser oferecidos como brindes corporativos aos seus públicos externo e interno. Jornais, banners, tecidos, malotes, tudo pode virar arte, quando cai em mãos habilidosas como as das artesãs que fazem parte da Rede Asta.

Foi o que fez a Even Construtora. A partir da parceria com o Asta para Empresas, reaproveitou 60 quilos de lonas utilizadas em campanha publicitária para a confecção de 1.500 nécessaires. O material que seria descartado como lixo transformou-se em matéria-prima para a confecção das peças. Os produtos serão ofertados como brindes para as imobiliárias e colaboradores.


As nécessaires foram produzidas pelo grupo Mulheres Arteiras, de Niterói, que cria peças lindas com o reaproveitamento de banners, além de pufes artesanais, com estrutura em garrafas PET, carteiras e bolsas ecológicas.

Para contactar o Asta para Empresas, ligue para (21) 3502-9890.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O inverno e o melhor da estação

“Quando o inverno chegar, eu quero estar junto a ti.” Quem não quer, não é? Estar junto a quem a gente gosta, tomando um vinho ou um chocolate quentinho, assistindo a um bom filme.  Inverno é tempo de aquietar a alma e se aconchegar entre almofadas, travesseiros e edredons. É tempo de introspecção. Na natureza, os animais se recolhem. E nós também, buscamos aquele cantinho da casa onde o calor está presente.

É uma ótima época para fazer programas mais caseiros, um jantar com os amigos, um fondue, uma pizza, ou comer um queijo degustando um bom Chardonnay.


Inverno é tempo de repor as energias. De aproveitar momentos felizes, como as festas juninas, os festivais de massas e esse ano foi tempo de curtir futebol também, embora tenhamos saído do torneio antes do desejado.

Nosso corpo também muda


Você sabe porque a gente fica com mais vontade de comer doces no frio? É porque o gasto energético do organismo é maior para manter o metabolismo e temperatura do corpo. Quando comemos um brigadeiro, um chocolate, um tortinha alemã... hummmm nosso organismo ganha energia e se mantém.

E por que sentimos mais frio nos pés? Isso acontece porque o corpo faz bem seu trabalho principal que é aumentar a temperatura e enviar energia para os locais mais vitais, como o cérebro, coração, pulmões e órgãos internos. Por isso, prepare as meias!

Roupas saem dos armários


É hora de trazer tudo que for quentinho do fundo dos armários. Edredons, colchas, mantas, casacos de lã, couro, tudo precisa pegar um ar e vir para os compartimentos mais acessíveis. Que tal aproveitar que vai mexer nos guardados e dar uma boa organizada nas gavetas também?

Cães e gatos


Seu pet também vai precisar de cuidados. É preciso atenção aos filhotes e cães idosos de pelo curto que sentem mais frio que os demais. Forrar casinhas com mantas ajuda a deixar a friagem do chão distante. Evite banhos com água fria. Use água morna e escolha a hora mais quente do dia. Evite aquecedores em casa pois ressecam o ambiente. Se morar em local de baixa umidade, uma dica é espalhar toalhas molhadas e bacias com água na casa. Por fim, estimule o banho de sol. Eles vão adorar.

O inverno está aí. Há quem ame e quem odeie. Mas já que não temos como mudar de estação, que tal curtir o que ele tem de melhor? Boa estação pra você.


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Conheça as Mulheres da Reserva Botânica

Gilberto era um homem que gostava muito de plantas, tanto que colecionava palmeiras em sua casa em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Mas as palmeiras ocupavam muito espaço e ele precisava achar um paraíso para elas. Buscou e encontrou uma terra fértil na região do Norte Fluminense, onde viu a maior moita de Geonoma schotiana (uma palmeira de Mata Atlântica), de sua vida. Era sua palmeira preferida! Gilberto levou quase 4 anos pra conseguir comprar aquela parte da terra e batizou seu pedacinho de paraíso de Reserva Botânica das Águas Claras.

Com o tempo, foi comprando propriedades do entorno. Tentou cultivar coco, mas precisava de muito agrotóxico, por isso não quis. Um amigo sugeriu: por que você não planta pupunha? A pupunha é um tipo de palmeira da região Norte do Brasil, de onde se extrai o palmito.  A dica foi ótima, pois a plantação deu muito certo. A fazenda começou a se desenvolver e o negócio do palmito cresceu lá pelo ano de 1995. Ele então chamou mais gente para trabalhar e deu prioridade para mulheres, pois sempre acreditou em sua capacidade. O serviço de poda das moitas de palmito requeria delicadeza no trato com a foice e ele queria também ajudar as mulheres e suas famílias. A esposa, Mônica, fez questão de assinar a carteira das trabalhadoras, coisa rara nas lavouras da região, pois a maioria contratava temporariamente conforme a necessidade. Trabalhavam meio expediente e no resto do tempo podiam cuidar de suas famílias. As primeiras mulheres contratadas foram Elciléia, Maria e Almerita.

Um dia, Gilberto veio a falecer e a fazenda ficou um pouco abandonada, sendo necessário demitir algumas trabalhadoras. Mas sua filha, Cecília Freitas, bióloga, resolveu assumir o negócio para não ver o sonho do pai acabar assim tão de repente. Ela contratou novamente as três mulheres e mais suas filhas para a roça. O cultivo do palmito voltou com força total, mas para Cecília faltava algo. Visitando eventos, ela conheceu o pessoal super criativo da Matéria Brasil, antes chamada Fibra Design Sustentável, que havia inventado um compensado feito da pupunha. Pelo projeto, foram até premiados. Mas as palmeiras de Cecília não serviam para o compensado, pois, para retirar a madeira, era preciso deixar a pupunha crescer aproximadamente dez anos. Para o palmito corta-se a palmeira com no máximo três anos.
Mas Cecília queria mesmo fazer algo novo nas terras da família. Então combinou com o pessoal da Fibra Design que iria desenvolver um produto para revestimento de interiores similar a outro que tinham, só que em vez de usar bananeira, como o original, usaria a pupunheira. Nesse meio tempo, Cecília uniu-se a Mônica Castedo, fonoaudióloga e artesã com experiência em papel artesanal, que se tornou sua sócia. Pesquisaram muito e chegaram a uma chapa de fibra de pupunha, com acabamento impermeável e segura para o meio ambiente: o VegPlac. Fundaram a empresa Kaapora Design. As mulheres, que antes trabalhavam na lavoura, foram convidadas a atuar no desenvolvimento deste novo negócio, sobretudo as mais idosas, já cansadas do sol forte na lida com a terra.

O material como revestimento não passou no controle de qualidade das duas e nunca foi para o mercado. Foi então que, em 2012, depois de três anos de pesquisa e com os recursos para investimentos chegando ao fim, decidiram que tinha chegado a hora de ganhar algum dinheiro. Organizaram uma oficina criativa junto com suas funcionárias e criaram os primeiros produtos de decoração feitos com VegPlac. Surgiram então as primeiras luminárias e móbiles artesanais. Nesse movimento, perceberam que ali havia um grupo forte, que poderia crescer e gerar renda extra para essas famílias. Foi assim que surgiu o “Mulheres da Reserva Botânica”: com as funcionárias da Kaapora Design e suas filhas e netas se juntando ao grupo. Organizaram o primeiro Bazar da Chácara, em Santa Teresa e foi um sucesso! Mônica, que já conhecia a Rede Asta de outro projeto, apresentou alguns produtos. E foi assim que passaram a fazer parte da Rede com uma luminária que produziam.

“Temos a oportunidade de dar continuidade ao nosso trabalho,
de estar perto de nossas casas e trabalhar com nossas famílias.”
Elciléia

Na época, todos os produtos do Mulheres da Reserva Botânica tinham tons naturais, das cores das fibras utilizadas. O local de confecção do VegPlac se caracteriza pela produção de água, logo o uso de corantes químicos não é recomendado. Os naturais (açafrão da terra, gengibre, urucum...) não fixavam bem, ficando rapidamente desbotados. Foi aí que a Rede Asta fez toda a diferença na vida destas mulheres artesãs. Um dia, pediram alguns tecidos doados por confecções à Rede Asta, para criar um processo que desse cores às luminárias. Cecília afirma que os produtos ganharam nova vida e se tornaram objeto de desejo de muita gente. A translucidez das fibras, aliada à cor das estampas sob o efeito da luz, cria objetos vivos. Cada luminária ganhou uma personalidade e uma poesia próprias. Passaram a fazer enorme sucesso em feiras, eventos e também nos canais de venda da Rede Asta. Segundo as “Mulheres”, o ganho estético com a chegada da Rede Asta foi primordial a partir da aplicação da cor dos tecidos nos produtos.

O grupo Mulheres da Reserva Botânica cresceu, ganhou em produtividade e mercado. Buscaram adequação da instalação elétrica junto ao INMETRO, melhoraram as caixas de transporte dos produtos, aprimoraram os insumos e ganharam em profissionalismo.

Hoje a produção é de até 60 chapas de VegPlac por dia com uma face em cor. A produção é toda artesanal durando até quatro dias para se obter a chapa. Primeiro criam a massa com os resíduos da pupunha, depois secam, esticam na prensa e em seguida dão o acabamento impermeável, juntamente com a estampa ou fibras aplicadas. Todo o processo é de baixo impacto ambiental.

Em julho de 2013 foi feita uma oficina de tecelagem para as adolescentes, visando dar a elas uma capacitação que evitasse a evasão de mão de obra, fato que vem acontecendo na região. O sucesso foi tanto que as meninas se uniram ao projeto social e montaram uma linha de tecelagem usando linha, lã e tecido rasgado, criando echarpes e almofadas que vieram a se somar às luminárias na linha de produtos das Mulheres da Reserva Botânica.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Projeto Copa Artesanal une Apex-Brasil, Rede Asta e o talento de artesãs brasileiras


Artecan - Trairi (CE)
Pense em uma árvore de onde tudo se aproveita, da folha ao caule, do fruto à casca. Esta árvore existe e se chama Buriti, que, por permitir seu total aproveitamento, é como uma árvore-mãe, garantindo a sobrevivência de comunidades inteiras no Nordeste, Centro-oeste, Amazônia e Sudeste do Brasil. O Buriti foi inspiração para um projeto que uniu a Rede Asta e a Apex-Brasil (Agência Brasileira dePromoção de Exportações e Investimentos). Trata-se do projeto Copa Artesanal, que foi desenvolvido em cinco cidades brasileiras por seis grupos produtivos de artesãs, cada um com sua arte e seu talento.

Associação Miriam Porto Mota (CE)
O desafio era criar um produto feito à mão com as características do artesanato brasileiro nascinco cidades onde a Agência fará ações para a Copa do Mundo da FIFA™: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Distrito Federal.  Como inspiração para a criação escolhemos o Buriti, simbolizando a flora brasileira e a versatilidade do nosso povo. A árvore deveria estar presente no design da peça a ser criada: uma capa de almofada. A geração de renda para os grupos envolvidos também estava no escopo do projeto, como uma forma de incentivar o empreendedorismo e o desenvolvimento de suas habilidades.

Foram dois meses de projeto, da escolha dos grupos nas cinco cidades à entrega das almofadas, passando pela pesquisa do conceito e materiais, aprovação dos protótipos e criação da embalagem. Nesses sessenta dias em que estivemos junto à Apex-Brasil, descobrimos grandes artesãs e suas belas histórias de vida, como a das rendeiras do Artecan, de Trairi, ou das mulheres que criam lindas frutas feitas de tecido na Cooperativa Dedo de Gente (Minas Gerais). Foi um projeto intenso e desafiador, mas muito inspirador para todas nós. Além desses grupos, participaram do projeto outros quatro: Ecopolo (Rio de Janeiro), Arte Candanga (Distrito Federal), Associação Miriam Porto Mota (Ceará) e Tecoste Confecções (São Paulo).

Arte Candanga (DF)

Os itens criados, cinco padrões de capa de almofadas exclusivos, geraram um total de 2.000 peças feitas e embaladas à mão, que mostrarão o artesanato brasileiro aos parceiros da Apex-Brasil que estão chegando ao nosso país por ocasião do evento.

Ecopolo (RJ)
Para nós, da Rede Asta, é um prazer ver o quão longe o trabalho e o talento desses artesãos pode ir. Obrigada à Apex-Brasil pela oportunidade e a todos que contribuíram para que este projeto tivesse êxito.

Um pouco mais sobre a Apex-Brasil


A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua estrategicamente para inserir mais empresas brasileiras no mercado internacional, por meio de ações de promoção comercial e atração de investimentos. Seu trabalho visa a promover exportações de produtos e serviços dos diversos setores da economia brasileira, desenvolver a competitividade destas empresas e atrair investimentos estrangeiros diretos para o Brasil.

Tecoste (SP)
Produto entregue à Apex-Brasil

Durante a Copa do Mundo da FIFA™, o Projeto Copa do Mundo da Apex-Brasil trará 2.300 compradores, investidores e formadores de opinião estrangeiros ao Brasil para realizar agendas de negócios e acompanhar os jogos do mundial. Neste período, a Agência desenvolverá ações que visam a estimular as exportações brasileiras e captar investimentos, bem como projetar a imagem comercial do Brasil no mercado internacional. O projeto é desenvolvido em parceria com mais de 700 empresas e entidades setoriais brasileiras. É neste contexto de negócios que o projeto Copa Artesanal realizado em parceria pela Apex-Brasil e Rede Asta está inserido.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Viva São João!


"São João, São João, acende a fogueira do meu coração!" 

Quem nunca cantarolou essa música tão tradicional que atire a primeira pedra (na fogueira!). Hoje é Dia de São João, um dos santos mais queridos e festejados por todo o Brasil. Especialmente no Nordeste, os festejos duram todo o mês de junho e são verdadeiras atrações turísticas reunindo milhares de pessoas de todo o Brasil e de fora dele.

"O céu fica todo iluminado, fica o céu todo estrelado, pintadinho de balão!"

Campina Grande, na Paraíba, é considerado o maior São João do mundo! Com suas disputas de quadrilhas, grupos de forró, farta comida típica e muita animação, a cidade abraça sua vocação para ser um pólo de difusão da tradição dos festejos juninos.

Alavantú! Anarriê!


Essas e outras palavras enigmáticas vieram do francês. O bailado das quadrilhas tem origem holandesa, com influência portuguesa, da Ilha dos Açores, e também inglesa. Os passos lembram os minuetos, mas ganharam um apimentado brasileiro e um gingado caipira que não deixa ninguém ficar parado. Na hora da festa vale quem tem mais empolgação!

Bandeirinhas coloridas


Todo mundo que viveu uma infância criativa já tacou o nego na cola feita de arroz pra colar bandeirinhas no barbante, não é? Mas o enfeite também pode ser confeccionado com outros materiais, como retalhos de tecido. E já que nós da Rede Asta amamos transformar tudo que ia pro lixo em arte, pescamos (como nas barraquinhas de pescaria!) essas lindezas, feitas de tecidos multicoloridos. Quer ver como faz? Aqui tem



“Com a filha de João, Antônio ia se casar, mas Pedro fugiu com a noiva, na hora de ir pro altar!”

Na Rede Asta, nossas artesãs aproveitam ícones da cultura popular também para criarem seus belos produtos. As mulheres do grupo Nós do Ponto Chic, de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, criaram uma bolsa com reaproveitamento de malote bancário. E pra dar um toque de cor, colocaram lindas bandeirinhas que trazem o visual das festas juninas. Vai dizer que não é linda e super criativa?

Acenda a fogueira, ponha seu chapéu de palha e faça a festa. Pra animar, veja o vídeo e caia na quadrilha. São João agradece!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Reciclar idéias, materiais e produtos

Upcycling é a junção de “up” com reciclagem, ou seja, significa transformar materiais que iriam para o lixo em produtos de maior valor agregado, dando-lhes um novo status. Porém, ao contrário da reciclagem pura e simples, aqui a matéria-prima não precisa “morrer” para renascer. O upcycling permite criar soluções sem que o objeto mude seu estado químico no processo. Seria reutilizar de forma criativa.

No Dia do Meio Ambiente, nada melhor do que falar disso e lembrar o quanto desperdiçamos tanta coisa que poderia ser reaproveitada, deixando de poluir nosso planeta.

Foto: Superinteressante
Podemos começar nosso papo distinguindo os termos reutilizar de reciclar. Reutilizar é usar novamente algo dando nova função ou roupagem. É a chance de aproveitar todas as possibilidades de uso. Assim, aquele disco de vinil antigo pode se tornar um lindo revisteiro, ou xícaras de porcelana podem se transformar em castiçais para velas coloridas. Basta um olhar mais apurado e criativo e um pouco de habilidade para reutilizar muitas embalagens e objetos que todos temos em casa. O reuso permite reduzir a demanda de consumo que alimenta as cadeias produtivas e com isso diminui-se a poluição do meio ambiente.

Já reciclar envolve um novo ciclo de produção (re-ciclar). A reciclagem é uma atividade produtiva que gera renda, emprego, economia de energia e reaproveitamento de matérias-primas. Ou seja, é uma atividade sustentável, já que evita extrair recursos primários da natureza.

Para que a reciclagem aconteça, o primeiro passo é separar o lixo adequadamente. Infelizmente, pesquisa do IPEA mostrou que somente 8% dos municípios brasileiros têm estrutura para reciclagem.

Foto: Superinteressante
Diante do cenário em que vivemos, de esgotamento de recursos naturais e altos índices de poluição das cidades, a mudança de atitudes é fundamental para garantir um futuro melhor para as próximas gerações. O consumo responsável é um primeiro passo. Por que compramos? Pra quê? Será que realmente precisamos de tanto? A escolha de produtos mais duráveis ou reutilizáveis reduz o desperdício e a quantidade de resíduos gerados na produção. Preferir produtos à granel, em vez de itens embalados em isopor ou plástico pode ser um caminho. Evitar trocar de celular e outros eletrônicos. Recusar sacolas plásticas. Tudo contribui em pequenas atitudes para melhorar nossa qualidade de vida no planeta.

Foto: Superinteressante

Aqui na Rede Asta nossos grupos produtivosde artesãs criam produtos a partir do reaproveitamento de diversos materiais. Trabalhamos com tecidos doados por confecções que se transformam em toalhas, capasde travesseiro, almofadas, bolsas e muitos outros produtos.


As garrafas PET, que levariam mais de 200 anos para se decomporem na natureza, na Rede Asta são transformadas em petisqueiras, colares, bolsas e muitos outros itens.





O grupo Mulheres da Reserva Botânica produz lindas luminárias a partir de resíduos agrícolas que sobram da produção de palmito a partir da pupunha. O material, chamado Vegplac, é um produto inovador e sustentável, que permite criar produtos de grande qualidade e valor de mercado, e ainda contribui para o meio ambiente.


Outro insumo que permitiu a criação de produtos é o banner e o malote bancário. Ambos estão na cadeia produtiva da Rede Asta na confecção de bolsas.


E o jornal? Não esquecemos dele. Pense na quantidade de papel que é jogada fora diariamente. Os jornais podem ser trabalhados e virar porta-retratos e bijuterias.


O serviço Asta para Empresas através do projeto Upcycling utiliza resíduos que as próprias companhias geram, para criar produtos via grupos produtores de artesãos. Esses grupos podem já fazer parte da Rede Asta ou são identificados no entorno da empresa. Os produtos criados dão novo valor ao que iria parar no lixo e se tornam brindes corporativos que têm a marca da sustentabilidade.

Quando se coloca a natureza e o planeta em primeiro lugar, tudo se aproveita. Basta criatividade, vontade e conhecimento. E você, o que tem feito pra contribuir com o meio ambiente?