quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Chegou a nova linha de produtos feitos de banner!

Tem novidade na área! Acabaram de chegar aqui na Rede Asta os novos produtos feitos com reaproveitamento de banner de propaganda, criados pelo grupo Mulheres Arteiras. Os itens foram confeccionados a partir de uma oficina desenvolvida este ano, fruto de um projeto da Caixa Econômica Federal em parceria com a Rede Asta e a designer Mônica Carvalho. Foram dois meses de criação e aprimoramento das peças, que resultou na linha completa de itens feitos em banner que você pode conferir aqui.

O objetivo das oficinas de desenvolvimento foi desenvolver uma linha de itens unissex e clássicos com excelente acabamento, melhorando a percepção do cliente frente aos produtos feitos com esse material: o banner. Para isso, foi previsto agregar outras matérias-primas que valorizassem o insumo principal, o banner, como forros internos térmicos ou acolchoados para as peças, viés, gorgurão e outros.

Os produtos foram pensados no detalhe, da escolha do banner, cor e padronagem, até a seleção dos aviamentos para o acabamento e forros internos, de modo que tudo se harmonizasse e fizesse sentido para o consumidor final. O resultado é uma linha de produtos diferenciados, cheios de design e qualidade, como você merece.

Vendo as costureiras em ação, ficamos admiradas em saber que uma linda bolsa feira é feita em apenas 20 minutos, desde a modelagem, o corte, a costura final até o acabamento. Por dia, a Márcia, uma das líderes do grupo, nos contou que elas produzem em média 100 bolsas. Agora imagine quanto material que iria para o lixo é reaproveitado a partir do talento destas mulheres! No grupo, as tarefas são divididas em linha de produção. Tem quem corte o molde com o estilete, quem costure e quem faça o acabamento da peça. Cada uma faz sua parte e juntas elas são um time imbatível na criação destes produtos!

Os banners são recebidos pela Rede Asta como doação de empresas como o SESC, a SRCOM, a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, entre outras. São limpos e organizados em rolos em nosso estoque. Dali são escolhidos pela qualidade que apresentam e vão para as mãos dessas mulheres. O olhar clínico das artesãs faz a separação do banner de forma que certas partes não entrem na produção por conterem logotipos de empresas e outros detalhes.


O importante é que o banner seja bonito, visualmente atrativo e o ideal é que permita compor produtos de uma mesma “família”. Assim, um mesmo banner pode gerar uma bolsa, uma pasta envelope, uma nécessaire, um porta-vinho e uma pasta para laptop, por exemplo. E todos juntos terão o mesmo estilo de cor e padronagem, valorizando as peças no conjunto.

Depois de cortar os moldes que vão gerar os produtos, as artesãs costuram a peça do avesso e, no final – pasme! - a viram usando o calor de um secador de cabelos, que torna o material mais maleável e fácil de moldar. E assim elas criam os produtos todos os dias, recortando, modelando, costurando, entre histórias, risos e um café preto, porque ninguém é de ferro.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

As seis perguntas do consumo consciente

Você sabe o que é consumo consciente? Pratica? Quando você compra um produto, procura saber sua origem? Busca informações da empresa que o produz? Ou sua compra acontece de modo impulsivo e automático? Muitas dessas perguntas sequer são questionadas na hora que adquirimos um produto para nosso consumo no dia a dia.



Pra que todos nós tenhamos mais consciência sobre o que estamos comprando, o Instituto Akatu levantou as seis perguntas fundamentais pra que criemos uma maior consciência sobre o nosso consumo. Afinal, o ato de consumir é uma poderosa ferramenta de transformação da sociedade, da economia e também afeta diretamente o meio ambiente, já que a produção de bens utiliza os recursos do planeta. Já consumimos 30% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra e isso é alarmante porque, se não houver uma mudança nos padrões de consumo e produção, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas Terra para atender nossas necessidades de água, energia e alimentos. Ou seja, nossas escolhas são fundamentais para ajudar na construção de uma sociedade mais equilibrada. Que tal parar um pouco e responder essas seis perguntas?

1. por que estou comprando?

Será que você realmente precisa do item que está comprando ou está agindo por mero impulso? Será que você precisa mesmo trocar de carro ou de celular agora? O que é realmente importante neste momento para você?

2. o que irei comprar?

Dentre as opções disponíveis, escolha as que realmente atendam às suas necessidades. Pra isso é preciso ter claro em mente o que você precisa de fato. Evite o desperdício e busque produtos de qualidade que ofereçam maior durabilidade.



3. como irei comprar?

Você tem recursos financeiros pra quitar sua compra? Vai pagar à vista ou a prazo? Como irá buscar suas compras: carro, ônibus, bicicleta ou a pé? Você as trará em sacolas plásticas ou usará ecobags?


4. de quem irei comprar?

A escolha do fabricante é das mais importantes. Como é a produção desta empresa? Ela usa mão de obra infantil? Ela valoriza seus funcionários? Ela polui o meio ambiente? Ela cria oportunidades para as comunidades no seu entorno?

5. como vou usar o que comprei?

É preciso saber usar da melhor forma os bens que compramos, para evitar trocas sucessivas sempre que algo novo surgir no mercado ou entrar na moda. Você costuma consertar produtos quebrados, ou simplesmente os descarta e compra um novo? Você evita o desperdício de energia deixando os aparelhos eletrônicos desligados quando estão fora de uso?


6. como descarto o que não uso mais?

O descarte é tão importante quanto a compra. Será que o que você está jogando fora não pode ser reutilizado por você ou por outra pessoa? Será que aquela blusa do inverno passado não pode ser reaproveitada com alguns ajustes? E os móveis? Que tal uma pátina para renová-los? Se mesmo após estas perguntas você achar que deve mesmo se desfazer do produto, de que maneira pretende descartá-lo?

Nós, da Rede Asta, acreditamos no consumo consciente e estamos sempre buscando formas de reaproveitar resíduos para a confecção de novos produtos. O consumo dentro da nossa visão de negócio é uma poderosa ferramenta de inclusão social e econômica. Para cuidarmos melhor do planeta e melhorarmos as relações de consumo é preciso mudança de hábitos em pequenas ações do nosso dia-a-dia. Depende de cada um de nós darmos nossa contribuição para garantir a sustentabilidade da vida no planeta.

Fonte: Instituto Akatu

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Como fazer ecobags com camisetas

Aqui na Rede Asta nós amamos reaproveitar materiais, tecidos, tudo que ajude a evitar o desperdício e o gasto desnecessário dos recursos naturais. E encontramos uma forma super fácil e bonita de dar um fim útil àquelas camisetas de malha que nunca usamos e ficam jogadas na gaveta. Vamos transformá-las numa linda ecobag?


Pra começar, reúna o material que será preciso pra fazer a bolsa:
- 1 camisa de algodão
- alfinetes
- caneta ou lápis para marcar
- 1 prato
- tesoura
- máquina de costura

Como faz?

1- Recorte as mangas da camiseta. Estique a camiseta sobre uma mesa e corte as mangas, cuidando para não cortar as costuras, que darão mais resistência à bolsa.



2 - Recorte a gola. Coloque o prato metade sobre a gola e metade pra fora da camisa, pra marcar um meio círculo que servirá de guia para o corte. Marque com a caneta e recorte em seguida. Quanto maior o círculo mais fina e frágil será a alça da ecobag.


3 - Marque o local da costura. Vire a camisa do avesso e, próximo à bainha, marque com os alfinetes uma reta onde fará a costura que servirá como base da bolsa.
 

4 – Costure a base e desvire a camiseta do avesso. Use a máquina para costurar a base e ao final desvire a camiseta.
 

Pronto! Sua bolsa está pronta para uso! Você reaproveitou um material e deu nova vida, ganhando uma prática bolsa para seu dia a dia. Leve suas compras, livros, a roupa para a academia ou o que mais desejar.

Veja aqui mais bolsas feitas com reaproveitamento de tecidos.

Fonte: Instructables

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Mostra reúne móveis de grandes designers brasileiros

Pedaços descartados de tecidos, tapetes, forrações e EVA coloridos compõem o Banco Vitória Régia, criação dos designers Fernando e Humberto Campana, que você pode conferir na exposição Pensamento Circular no Museu de Belas Artes de São Paulo, até 30 de agosto.

Banco Vitória Régia, Fernando e Humberto Campana
A mostra traz móveis inspirados na forma circular e reúne obras de grandes profissionais brasileiros desde 1920. Os materiais são vários, incluindo insumos reaproveitados, como papelão reciclado e tecidos. A circunferência faz a costura de todas as peças, que traz trabalhos de designers nacionais famosos como Flávio de Carvalho, Sergio Rodrigues e Pedro Useche.

Luminária Anel, Carol Gay, mangueira de PVC, acrílico e LED
São cerca de 35 luminárias e móveis entre mesas, poltronas e bancos. Tudo muito inspirador. E sabe o que é melhor? O programa é gratuito!

Tamborete Zoé, design Domingos Tótora, de papelão reciclado.
Exposição "Pensamento Circular"
- 8 a 30 de agosto de 2014, segunda a sexta, das 10h às 20h; sábado, das 10h às 16h
Museu Belas Artes de São Paulo (MUBA), na Unidade 1 Rua Dr. Álvaro Alvim, 76 - Vila Mariana

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Bondinho do Pão de Açúcar doa lonas e banners para a Rede Asta

Começamos a semana com uma ótima notícia na coluna Conta Social, do jornal O Dia. Trata-se da doação de lonas e banners que recebemos da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, que opera e administra o Bondinho do Pão de Açúcar.



O material é superimportante para que nossas artesãs possam usar seu talento para criar produtos sustentáveis e gerar renda em suas atividades. Essa leva de matéria-prima foi encaminhada para o grupo Mulheres Arteiras, especialista na produção de itens feitos com banners.

Se você também conhece uma empresa que tenha esse tipo de insumo para doar, fale com a gente!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Festival de Almofadas com descontos!

Começou o Festival de Almofadas na Rede Asta. Toda a linha está com desconto, pra você comprar e deixar sua casa ainda mais linda com as criações de nossas queridas artesãs.


Tem almofada feita em tear pelas meninas do Ecopolo, capa de almofada de seda criada pelo grupo Valentinas e capa de almofada feita de reaproveitamento de tecido automotivo pelo Tecoste.


A capa de almofada feita em patchwork com temática do Rio confeccionada pelo Ressurgir e a almofada feita com a técnica tie dye pelo Arte em Família também estão em oferta e, claro, os amados fuxicões da Ana Lúcia e seu time do Fuxicarte!

Vem ver só que lindezas a partir de R$ 29,00. Mas os descontos não são válidos para conselheiras, ok?





terça-feira, 5 de agosto de 2014

Rede Asta na revista francesa Socialter

A Rede Asta e o grupo Meninas Prendadas saíram nas páginas de julho da revista francesa de economia social Socialter. O especial sobre o Brasil falou sobre empreendedores e ações desenvolvidas para solucionar os grandes desafios sociais do país.

Na matéria, Rita Couto, líder do grupo de artesãs Meninas Prendadas, da comunidade de Ramos, falou sobre como começou a parceria com a Rede Asta e sobre como a orientação de designers ajudou o grupo a encontrar a melhor forma de combinar cores e desenhar padrões mais modernos para os produtos. “Saber que pessoas de todo o país usam nossos produtos não tem preço!”, afirmou Rita. O grupo utiliza a costura como técnica principal e cria produtos de grande procura como pesos de porta e segura-portas.

O desenvolvimento da autoestima das artesãs é um dos pontos levantados como sendo um dos impactos dos negócios inclusivos, além da geração de renda. Alice Freitas, nossa Diretora Executiva, falou sobre o trabalho de empoderamento feito pela Rede Asta e de como o consumo se torna uma poderosa ferramenta de inclusão econômica e social.


Com seu tamanho continental e desigualdades ainda muito profundas, o Brasil é um terreno fértil para os negócios sociais. “Nós somos um país emergente, com grande crescimento potencial econômico para se colocar a serviço da luta contra a injustiça.”, afirmou Alice.

domingo, 3 de agosto de 2014

Nova linha masculina na Rede Asta

Sempre nos perguntavam aqui na loja: vocês têm algo para homem? Em geral, nossos produtos eram totalmente focados para mulheres ou para casa, mas sempre com um toque super feminino. Agora, resolvemos atender a muitas clientes que querem presentear seus maridos, pais, filhos com produtos lindos da Rede Asta. Afinal o Dia dos Pais já está aí na porta!


Estamos lançando uma linha de produtos especiais para o público masculino. Os itens chegaram agora, recém-saídos do forno, e têm como carro-chefe da coleção os produtos feitos com reaproveitamento de estofamento de carro, cintos de segurança e uniformes usados por funcionários da montadora Volkswagen. Essa linha foi confeccionada pelo grupo produtivo Tecoste (Tecido, Costura e Arte), de São Bernardo, que recentemente veio a fazer parte da Rede Asta.

Uniformes reaproveitados
Os materiais usados pelo grupo são novos e resistentes. São bancos de carros de teste que seriam inutilizados depois das provas. Ao invés de se destinarem ao lixo, estofados e cintos de segurança se transformam em produtos especiais. Os artesãos recebem os bancos abertos e, a partir do seu formato já arredondado, fazem a estrutura da mochila. O forro interno é feito com uniformes reaproveitados.


estofamento do banco doado
Além da mochila, outros itens são feitos com os tecidos automotivos doados, como lixeirinha para carro, porta-ipad e bolsa carteiro. Tudo é criado com um conceito de design urbano e moderno. O fruto deste trabalho de reaproveitamento de materiais contribui para o meio ambiente e gera renda para as artesãs envolvidas.

Oficina do grupo Tecoste

Tecidos automotivos doados
Atualmente, o grupo conta com seis artesãs, ex-metalúrgicas e costureiras, moradoras da região de São Bernardo do Campo, São Paulo. Ele surgiu em 2009 a partir das oficinas de costura do Projeto Costurando Futuro, da Fundação Volkswagen, cujo objetivo era construir um empreendimento de geração de renda, onde os integrantes se desenvolvessem para tocar o próprio negócio a partir da produção de objetos diferenciados e de qualidade com o uso de resíduos têxteis e a articulação de redes locais. Vale a pena conhecer sua produção e ver como do lixo se pode criar produtos incríveis! 



quinta-feira, 31 de julho de 2014

Mil maneiras de usar um lenço

Lenços são acessórios super fashion que dão um up em qualquer produção. Mas nem todo mundo sabe como usar e que tipo de amarração fazer. Navegando na internet encontramos um vídeo incrível que mostra 16 formas diferentes de ficar linda com um lenço. 

Veja e conte pra gente nos comentários qual você gostou mais. Imperdível! 

domingo, 27 de julho de 2014

O sonho de uma rendeira

Todos os dias aqui na Rede Asta a gente se encanta com histórias tocantes e sensíveis, de gente que luta diariamente pra crescer e realizar seus sonhos. E é mais uma dessas histórias que vamos contar pra você.


Estivemos na cidade de Canaã, visitando o Artecan, para conhecer de perto o trabalho do grupo de rendeiras que fez parte do projeto da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) em parceria com a Rede Asta. O projeto chamava-se Copa Artesanal e foi desenvolvido em cinco cidades onde aconteceram ações da Agência para a Copa do Mundo da FIFA™: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Brasília. Os grupos produtivos escolhidos criaram lindas e exclusivas capas de almofadas, que promoveram o artesanato, a cultura local e os valores do Brasil junto a empresas e investidores estrangeiros.

E foi neste contexto que, no interior do Ceará, conhecemos um verdadeiro anjo. Uma senhorinha de baixa estatura, mas de grande coração, que nos acolheu com seu sorriso cativante e fala tranquila. Trata-se da Dona Norma, uma das muitas rendeiras da região que aprendeu seu ofício da mãe, que por sua vez aprendeu da avó, e vem perpetuando a tradição do bilro até os dias de hoje. Com dedos ágeis, Dona Norma cria rendas lindas e delicadas no desfiar das horas. O som que se ouve dos bilros batendo é uma melodia suave que preenche todo o espaço e, ainda agora, ecoa em nossos ouvidos.


Dona Norma, do alto dos seus 67 anos, nos confidenciou um sonho. E conhecer o sonho de alguém é algo muito sério, que nós ouvimos com muita atenção. Ela sonhava com um vestido, um vestido único, feito de uma linha especial que ela nunca teve condições de comprar. Um sonho que pode parecer simples e fácil de realizar, mas que pra ela era bem distante e difícil.

Ficamos tocadas com tanta doçura e simplicidade, e honradas por Dona Norma nos contar esse sonho de tanto tempo. Sentimos grande alegria em poder realizá-lo. E foi o que fizemos! Nossa equipe, junto com o pessoal da filmagem do projeto, levou as linhas tão desejadas para Dona Norma. Esse encontro, não temos como descrever, tamanha foi a nossa emoção. Deixamos aqui o vídeo para que vocês mesmos vejam.



Pra nós, da Rede Asta, são esses momentos que nos nutrem e alimentam diariamente. E são pessoas queridas e lindas, como Dona Norma, que nos fazem acreditar cada dia mais no nosso trabalho. Muito obrigada, Dona Norma.


sábado, 26 de julho de 2014

Do Marrocos para o Brasil, ela costurou sua história

Dona Lili em Angola

Ela nasceu no Marrocos, viveu em Angola, onde casou-se, foi para a África do Sul, Portugal e acabou vindo parar no Brasil. E foi assim que Dona Lili costurou sua história de vida, entre países, povos, culturas, climas e gente muito diferente. Essa senhorinha de 75 anos é na verdade Liliana, líder do grupo produtivo Pipa Carioca.

Momentos na África
Hoje, neste Dia da Vovó, queremos homenageá-la, assim como a todas as nossas queridas artesãs que já viveram a doce experiência de ter um netinho para chamar de seu.

Dona Lili foi bancária a vida toda, mas nas horas vagas gostava de costurar, bordar e fazer crochê ou tricô. Começou este hobby quando as crianças nasceram, afinal, tinha que fazer o próprio enxoval. Ela aprendeu sozinha e usando revistas com passo a passo. Hoje faz de tudo um pouco. Em sua casa, não se compra lençol nem toalha de mesa, ela faz tudo na sua boa e velha companheira, a máquina de costura. Para as crianças, fazia também bonecos de pano. E não é que dessa forma nasceram os mimosos gatinhos Mingau e Mimi que fazem parte da coleção da Rede Asta?


– E como a senhora veio para o Brasil? – perguntamos. Contou que sua filha, Suzana, veio primeiro e aqui teve seus filhos. Primeiro uma menina de nome Ana, que cresceu e aprendeu com a mãe, que por sua vez aprendeu com Dona Lili, o ofício da costura. Hoje as três gerações trabalham juntas, criando jogos americanos, nécessaires e produtos infantis feitos com tecido e muito afeto.

Depois veio o segundo neto de Dona Lili, o Afonso, hoje com 11 anos. Ela quis conhecer o menino pessoalmente. Veio para o Brasil em 2004 e gostou tanto do calor do clima e de seu povo que resolveu ficar. Em terras cariocas, já aposentada, ela se uniu ao grupo de artesãs Vizinhas do Mar, no Recreio, para fazer artesanato em tecido. Mas desde o ano passado resolveu criar seu próprio grupo produtivo, batizado de Pipa Carioca, um nome sonoro e divertido que ela escolheu com a filha e a neta pra dar o tom dos seus produtos.


Mãe de três filhos, dois homens e uma mulher, e avó de quatro netos, sua família vive dentro e fora do Brasil. Mas Dona Lili não quer parar por aí. Sonha com um bisneto, que ainda não veio. Quem sabe no Dia da Vovó no ano que vem ela tenha mais uma criança para acalentar no seu afetuoso colo e fazer novos brinquedos de tecidos? Sonhar não é proibido. :-)

Família reunida
Para Dona Lili e todas as vovós da Rede Asta, desejamos um feliz dia, como muito amor, alegria e o carinho de seus netos.

Dona Lili, sua filha Suzana e sua neta Ana. Elas formam o Pipa Carioca.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Animação feita por bordadeiras brasileiras

Começa hoje o Festival de Animação Anima Mundi no Rio de Janeiro com ótima programação para o fim de semana. O evento é sucesso há anos e leva milhares de pessoas para as salas de projeção para curtir as últimas técnicas do segmento e os novos talentos.

E no clima do Festival não é que descobrimos que animação também combina com artesanato? A empresa Döhler Têxtil produziu um filme de animação feito com nada mais nada menos que bordado! Foram 700 dias de produção, 144 cores, 1.267 frames bordados, 10 milhões de pontos e 587 bordadeiras de 167 cidades brasileiras envolvidas.




Um trabalho minucioso, paciente e que gerou um resultado visual lindo e interessante. Cada quadro da animação foi transformado em tela de bordado, que foi fotografada e animada através da técnica stop-motion. A animação foi desenvolvida pela Animaking.



O filme traz uma mensagem de consciência coletiva e de exercício da solidariedade. E coloca a questão: e se o mundo fosse feito à mão? Vale a pena conferir o making of:


Veja aqui a animação pronta, que linda! E nós, da Rede Asta, concordamos plenamente com a mensagem final: “porque só quem pode colorir, transformar e fazer a vida melhor, são as pessoas.” :-)