quinta-feira, 23 de julho de 2015

Tecendo fibras, linhas e oportunidades

Num ambiente acolhedor tendo como cenário a exuberante Serra do Sambê em Rio Bonito- RJ, as artesãs do grupo Ecopolo tecem fios e linhas pra dar forma a produtos de grande beleza e colorido como bolsas, tapetes e almofadas. O Ecopolo foi criado em 2000 como um dos projetos da Associação Pró-Cidadania Vida e Desenvolvimento, ONG voltada a ações pela cidadania e com o objetivo de mitigar as diferenças sociais.

Surgiu da parceria entre a ONG e o SEBRAE-RJ, a Fundação Rotary Internacional e a Prefeitura Municipal de Rio Bonito. No início, era chamado Panos e Mangas e funcionava no bairro da Mangueira, em Rio do Ouro, atendendo as mães do projeto de crianças e adolescentes “Casa da Gente”. Cinco anos mais tarde veio para o centro da cidade de Rio Bonito, passou a se chamar Arte Vida Brasil e atualmente Ecopolo Tecelagem Manual.

Em meio a fios, lãs,  barbantes, fibras e tantos outros materiais o grupo Ecopolo inventa e reinventa histórias, texturas e tramas, nas mais diversas cores, com um leque de possibilidades sem fim. Em meio a linhas, lãs, barbantes, fitilhos e bouclê, urdiduras, texturas e tramas variadas vão se transformando em lindos produtos nas mãos dessas talentosas tecelãs.

O grupo é formado por mulheres que exercem o ofício da tecelagem artesanal visando a geração de trabalho e renda através da venda de seus produtos. Os resultados mostram que o artesanato é uma alternativa real de oportunidade de inserção no mercado de trabalho.

São reutilizados materiais e é feito o beneficiamento de fibras naturais disponíveis na região, como bananeira, fibra do coco e taboa. Essas matérias-primas são utilizadas nas peças criadas por essa mulheres, que vão desde tecidos artesanais, utilitários do lar, brindes e acessórios.

“Com a experiência adquirida ao longo do tempo, cada vez mais vemos uma procura por produtos que utilizam matérias-primas naturais e recicladas, conciliando desse modo as atividades de criação e produção artesanal às questões ambientais.” afirma Clarice Morais, líder do grupo.




Através da arte milenar da tecelagem manual, o Ecopolo dá a chance de reinventar através dos mais diferentes usos de materiais, produtos que atendem essas necessidades do mercado que começa a se abrir para novas formas de consumo. Os produtos estão justificadamente revestidos da marca de ecologicamente corretos, pois são feitos utilizando uma mescla de  resíduos naturais e sintéticos e técnicas artesanais dentro de princípios associativistas.

Recentemente, o grupo recebeu a visita de estudantes americanos da Universidade de Tulsa Oklahoma para um workshop sobre Empresa Social com foco na cadeia produtiva do grupo em todas as suas fases, do beneficiamento da bananeira, tratamento da fibra, à tecelagem no tear manual para formação do tecido e confecção da peça final. Após a visita ao grupo, os estudantes estiveram na loja da Rede Asta em Laranjeiras onde ouviram Alice Freitas, nossa Diretora Executiva, que contou um pouco da nossa história, como comercializamos os produtos do Ecopolo e de outros grupos produtivos, e como atuamos na geração de renda para centenas de artesãs brasileiras.



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Novas vagas de trabalho na Rede Asta!

A Rede Asta acabou de abrir duas novas vagas de trabalho. Vejam as descrições de cargos abaixo e caso seu perfil se adeque a essas características ficaremos felizes em receber seu CV. Envie para alice@redeasta.com.br.













1) Coordenador do Núcleo de Apoio às Produtoras e Projetos (NAP)

Descrição:
Responsabilidades e funções: O coordenador do NAP é responsável por duas macro ações: gestão de projetos e apoio aos Grupos Produtivos. Especialmente no que ser refere a:

PROJETOS: apoio na elaboração de propostas para possíveis parceiros; definição e acompanhamento do cronograma físico-financeiro; interface com a diretoria da Asta, coordenação da equipe de campo dos projetos e resolução de problemas; definição e acompanhamento de indicadores e metas; organização de informações, elaboração e apresentação de relatórios parciais e finais; estruturação de processos e proposição de melhorias, contribuindo para eficiência operacional atividades; sistematização e compartilhamento do conhecimento.

NÚCLEO DE APOIO AOS PRODUTORES: solução para demandas internas de cadastramento e índice de satisfação; estruturação e implantação de instrumentos de avaliação e medição de impacto; gerenciamento dos planos de ação derivados das avaliações e medições de impacto; processo seletivo de grupos; elaboração e aplicação de treinamentos; sistematização e compartilhamento do conhecimento.

A quem se reporta: Diretora Executiva da Rede Asta

Perfil esperado
Formação acadêmica/ línguas/ informática: Administração, Economia, Ciências Sociais e outras afins. Requer conhecimento em ferramentas de Gestão de Projetos como(PMO, MS Project, Gantt, etc.); Domínio de planilha Excel, Word e Powerpoint
Experiência profissional desejada: já ter atuado com  gestão de projetos, ter tido alguma experiência com aplicação e elaboração de treinamentos e ferramentas pedagógicas; ter visão de negócio, ideal que já tenha empreendido algo ou trabalhado com grupos da economia solidária; já ter trabalhado com medição de impacto socioeconômico.
Competências buscadas: Visão sistêmica, capacidade de planejamento e gestão; pensamento estruturado e capacidade lógica; organização e controle; pontualidade e excelência nas entregas; ótimo relacionamento com pessoas e gestão de equipe.
Perfil pessoal: pro-atividade, engajamento, relacional, comunicação, didática, compromisso.
Local de trabalho: Rio de Janeiro, Sede da Asta em Laranjeiras. Precisa estar disponível para viagens.
Salário: a combinar
Horário: 9h as 18h

2) Analista do Núcleo de Apoio às Produtoras e Projetos (NAP)

Descrição da posição: 
Responsabilidades e funções: O Analista do NAP é responsável por dar o suporte necessário à Coordenação do NAP no que se refere a Projetos e relacionamento com grupos produtivos da Rede Asta. Especialmente:

PROJETOS: suporte físico, administrativo e logístico para execução dos projetos; acompanhamento do cronograma físico-financeiro de projetos; monitoramento de indicadores; interface com fornecedores e grupos produtivos; produção, compilação, organização, registro e análise de informações;

NAP: manutenção do banco de dados e cadastro dos grupos produtivos; aplicação de pesquisas de avaliação e monitoramento, compilação e análise de dados; atualização do status dos planos de ação derivados das avaliações e medições de impacto; realização de treinamentos.

A quem se reporta: Coordenação do NAP

Perfil esperado
Formação acadêmica/ línguas/ informática: Administração, Comunicação Social e afins; Domínio de planilha Excel, Word e Powerpoint; Conhecimento de ferramentas de gestão de projetos (PMO, MS Project, Gantt, etc).
Experiência profissional desejada: Experiência com gestão administrativa, Experiência com dinâmica de grupos e treinamentos, Gestão de projetos, Indicadores e medição de impacto socioeconômico (desejável).
Competências buscadas: Organização e controle, Capacidade de análise e organização de informações, Pontualidade e excelência nas entregas, Comunicação com diferentes públicos, Compromisso social.
Perfil pessoal: pro-atividade, engajamento, relacional, comunicação, didática, compromisso.
Local de trabalho: Rio de Janeiro, Sede da Asta em Laranjeiras. Precisa estar disponível para viagens.
Salário: a combinar
Horário: 9h as 18h




quinta-feira, 9 de julho de 2015

Francesca Versace em visita à Rede Asta

Foi um grande prazer receber a visita da designer italiana Francesca Versace aqui na Rede Asta. Esta semana Francesca esteve no Rio e foi conhecer de perto o trabalho de dois de nossos grupos de artesãs que participaram da produção da Coleção Forget me Not – Rede Asta by Francesca Versace. A coleção foi lançada no ano passado com produtos feitos a partir da estampa criada por Francesca exclusivamente para a Rede Asta. A parceria foi viabilizada pela Womanity Foundation.

Maria Luisa e Francesca Versace
Estivemos no Valentinas, em São Gonçalo, onde Francesca conferiu como são feitos os produtos de seda, uma especialidade do grupo. Maria Luisa mostrou como são confeccionados produtos campões de venda na Asta, como a almofada de seda Garda e a canga Patch. Durante o encontro a artesã presenteou a designer com um roupão (que Francesca está usando nas fotos) e um lenço feitos com a estampa Forget me Not.

Tiana, da Womanity, Alice, Maria Luisa, Francesca e Paola Cassola

Membros do grupo Valentinas, que nos recebeu com muito carinho
Em seguida, Francesca foi conhecer o grupo Mãos Brasil, especialista em confecção de produtos a partir de reaproveitamento de papel e jornal. Angela nos recebeu com todo carinho e presenteou Francesca com um álbum de fotos dos melhores momentos do trabalho que originou a coleção Forget me Not.



Após visitar os grupos, Francesca foi conhecer nossa loja em Ipanema onde estão à venda os itens criados com sua estampa, como bolsas, cadernos, lenços, cangas e mais.

Foi uma grande alegria para todos nós receber Francesca e apresentar o trabalho que nossas artesãs desenvolvem com muita qualidade, comprometimento e alegria. Grazie,
Francesca!


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Rede Asta recebe apoio da Brazil Foundation

É com grande alegria que comunicamos que fomos um dos projetos escolhidos pela Brazil Foundation em 2015 para ser apoiado pela instituição. A Brazil Foundation mobiliza recursos para ideias e ações que transformam o Brasil. Trabalham com líderes e organizações sociais e uma rede global de apoiadores para promover igualdade, justiça social e oportunidade para todos os brasileiros.

Todo ano, são feitas inscrições para uma seleção dos projetos de organizações que atuam nas área de Educação, Direitos Humanos, Desenvolvimento Socioeconômico e Participação Cidadã. As organizações selecionadas recebem um valor para o desenvolvimento de suas propostas. Além de capacitação em gerenciamento técnico e financeiro dos projetos sociais e comunicação institucional. Os recursos provém dos eventos denominados Galas, que acontecem em Miami, Nova York e em São Paulo.

Em maio último, a Brazil Foundation reuniu em cerimônia de premiação os selecionados em 2015. Durante o Encontro realizado no Hotel Refúgio Cheiro de Mato em Mairiporã, São Paulo por quatro dias, participaram 58 líderes de 45 projetos sociais de todo o Brasil. O evento foi uma ótima oportunidade para compartilhamento de ideias, experiências e informações sobre os projetos. Cada líder pode contar sua iniciativa e objetivos a serem alcançados. Nosso projeto chama-se "Design feito à mão".



Estamos muito felizes em contar com essa nova parceria que nos permitirá realizar oficinas de desenvolvimento de produtos com 6 grupos de artesãs, visando melhorar seus negócios e a renda das produtoras. Será contratado um designer para este desenvolvimento e o objetivo é criar uma coleção pocket com 10 produtos cada. Cada oficina durará dois meses e parte dos itens que serão desenvolvidos irão para nossas lojas e site e outra para o atacado, aumentando as chances de venda para os grupos. Através do trabalho da Rede Asta durante um ano, serão impactadas diretamente aproximadamente 35 mulheres com idade entre 29 e 70 anos e 140 pessoas indiretamente.



sexta-feira, 5 de junho de 2015

Dia Mundial do Meio Ambiente

Reaproveitamento de garrafa PET
O PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente elegeu o consumo e o estilo de vida sustentável como temas para o Dia Mundial do Meio Ambiente, que é celebrado hoje, 5 de junho, em todo o mundo. O objetivo é destacar a urgente necessidade de mudar nosso modo de usar os recursos naturais. O mote da campanha este ano é: “7 bilhões de sonhos. 1 planeta. Consuma com moderação.”


Jornal vira novo produto
Mais do que nunca na história da humanidade, consumimos e consumimos muito! Isso dificulta a capacidade regeneradora da Terra. Com 3 bilhões de consumidores na classe média aguardando para ser incorporada na economia mundial em 2.030 e uma população mundial que poderá alcançar a marca de 9 bilhões de pessoas em 2.050, estes desafios poderão se tornar inatingíveis se não mudarmos nossos hábitos para praticar um consumo mais consciente e responsável.

Aliado ao consumo, temos que olhar também para o lixo que é resultante deste consumo. Sabemos que cada brasileiro produz, em média, 1,1 kg/dia de lixo. No Brasil, são coletadas, diariamente, 188 mil toneladas de resíduos sólidos. Agora imaginem isso multiplicado por bilhões de seres humanos em todo o planeta. Por isso a reciclagem e reaproveitamento de materiais é urgente e super necessária.

Tecidos doados ganham nova vida
Mais de 80% de todos os produtos que vendemos são feitos com reaproveitamento de materiais descartados pelas empresas e por pessoas como eu ou você. São milhares de latinhas de refrigerante, garrafas PET, tecidos, caixinhas de leite, jornais, revistas e outros que se transformam e viram produtos novos, de grande valor agregado. Participe deste movimento em prol do planeta!

Latinha de refrigerante reaproveitada
















Veja o vídeo, inspire-se, mude seus hábitos e consuma de forma mais consciente.



#diamundialdomeioambiente ‪#‎DMMA2015‬ ‪#‎EuSonhoVerde‬

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Flores que brotam de latinhas de refrigerante

Durante 10 encontros, a designer Mana Bernardes esteve junto aos artesãos Carlos Bui e Marilene no atelier do grupo Bui e Arte em Pendotiba, na cidade de Niterói, através do projeto Coletivo Artes Coca-Cola. Durante quase um mês artesãos e designer estiveram em um processo criativo para a confecção de novos produtos feitos utilizando o saber e a técnica destes verdadeiros artistas do alumínio que fazem parte da Rede Asta.

Até aqui Bui sempre fez seus produtos com reaproveitamento de chapas de off set que ele conseguia em gráficas, mas com o Coletivo, a latinha de refrigerante entrou em seu atelier para não mais sair. Com este insumo e muita dedicação em conjunto, brotaram flores psicodélicas e rosas em objetos utilitários e decorativos, como porta-chaves, ganchos para bolsas, castiçais e até flores de lata decorativas.

Segundo Marilene, eles conseguiram as latinhas junto aos catadores da região. Também pediram aos amigos e familiares que guardassem suas latinhas e levassem para o atelier. Até a mãe de Marilene, de 90 anos se engajou para conseguir latinhas.


O processo da criação começa abrindo a lata retirando a tampa e o fundo. Depois, é colado o tecido 100% algodão. “Diferente da placa de off set que costumavam usar, a latinha é muito lisa e aliado ao seu formato arredondado isso dificultou a colagem do tecido”, afirma a artesã. Por isso, após a colagem do tecido é preciso que a chapa fique 24 horas numa prensa para que não descole. Daí recebe uma camada de impermeabilizante e em seguida, a chapa vai para a máquina de corte e vinco manual que já tem o molde com o desenho das flores. O próximo passo é dobrar as pétalas com alicate uma a uma para dar o volume da flor. Cada flor tem duas camadas de pétalas e o miolo.







Durante os encontros, Mana sempre instigou os artesãos a criarem o novo. E foi assim que Marilene começou a dobrar as pétalas de forma diferente, o que originou a flor que batizaram de psicodélica. Quando o produto não leva tecido, é pintado após toda a flor montada com tinta em spray. Marilene é quem cuida da confecção das flores, fazendo brotá-las a partir de latinhas reaproveitadas que poderiam hoje estar no lixo. Bui cuida mais da estrutura dos produtos e o toque feminino de sua esposa dá vida às flores.

Dependendo das condições do tempo, uma flor pintada pode demorar mais a ficar pronta em função da umidade do lugar. O atelier do grupo fica dentro da reserva da Serra da Tiririca e eles têm praticamente a floresta nos fundos de casa.


Segundo a visão da designer Mana Bernardes, Bui é um “ser do mar, meio pirata, meio homem, que entende de tanta coisa que até me perco, fala alemão fluente, adora contar dos Vikings.” Sua história começou como grande empresário até se tornar um talentoso artesão. Ele vive um amor verdadeiro com a Marilene, que durante as oficinas toda hora trazia mangas suculentas do jardim para nutrir de energia e afeto a criação.

“Nunca ensino nada, só abro espaço, faço roda, boto geral pra respirar junto e ouço a história de vida de cada um. Depois disso as coisas surgem porque elas não vem como imposição. O que me constrói é processo, mistério, coisas que acontecem quando a gente se mistura e cada um contribui com uma técnica, essas técnicas se combinam e sai uma coleção. Essas linhas geram renda e autoralidade.”, afimar Mana.


quinta-feira, 21 de maio de 2015

We love Paraisópolis e nossos produtos na telinha

Todo dia estamos ligadas na telinha da Globo pra assistir à nova novela das sete, “I Love Paraisópolis”. Sabe por que? Porque os produtos da Rede Asta estão no cenário da casa da principal personagem da trama.

Mari, personagem da Bruna Marquezine, é uma jovem super determinada e cheia de princípios. Ela foi criada por Eva, vivida pela atriz Soraya Ravenle, e cresceu ao lado de Danda (Tatá Werneck), filha biológica de Eva. Mari sonha em dar uma casa própria a Eva que é costureira.

É no cenário da casa de Mari que vocês podem ver vários produtos feitos pelas artesãs da Rede Asta. Tem o filtro dos sonhos criado em parceria pela Mana Bernardes e o grupo Mães da Maré, tem gancho do grupo Bui e Arte, o porta-copo sortido do Mulheres da Reserva Botânica e outros produtos.

Vejam o o móbile flores do grupo Fiz de Contas nesta cena. Ficou lindo, né?


E não poderia faltar, claro!, o nosso querido fuxicão feito pela Ana Lúcia, do grupo Fuxicarte. Na cena de ontem, 20 de maio, tá lá ele como protagonista! :-) Confira o vídeo aqui.



Fiquem de olho nas cenas na casa da Mari e curtam com a gente. Afinal, we love Paraisópolis e produtos feitos à mão! \o/

terça-feira, 12 de maio de 2015

Chegou a nova Coleção Outono-Inverno 2015

Sempre que chega uma nova coleção nossa alegria é muito grande! Ficamos ansiosas em ver tantas belezas criadas por nossas queridas artesãs, feitas com reaproveitamento de tecidos, garrafas PET, jornal e tantos outros materiais. Essa Coleção Outono-Inverno da Rede Asta tem uma mistura de cores e texturas que combinam muito com o cheiro da nova estação, os novos sabores à mesa, com as folhas do outono e seus dias luminosos e o friozinho do inverno.


O tear, as máquinas de costura, os bordados à mão, tudo contribuiu para fazer nascer uma linha de novos produtos para decorar sua casa e vestir você de um jeito muito especial, um jeito Asta de ser.
Venha conhecer essas belezas em nosso site, ou confira pessoalmente em uma de nossas lojas:

Loja Laranjeiras
Rua General Glicério, 440 B

Loja Ipanema
Rua Aníbal de Mendonça, 108 A


sexta-feira, 8 de maio de 2015

Do PET fez-se a luz

A parceria entre o Coletivo Artes Coca-Cola, do Instituto Coca-Cola, a Rede Asta, através do grupo de artesãs Fios Coloridos, e a designer carioca Mana Bernardes fez nascer uma mini coleção de luminárias com suas curvas inconfundíveis e originais, feitas de reaproveitamento de garrafas PET.




Durante dois meses foram desenvolvidas oficinas criativas para o desenvolvimento de produtos que reutilizassem garrafas PET. Várias experimentações foram feitas e vários produtos foram surgindo. Ao brincar com as formas da garrafa PET a artesã Lucimar fez um formato de curvas e foi a partir deste pontapé inicial que o fio criativo foi puxado para a criação das luminárias Curvas e luminárias U que compõem essa linha.

Em paralelo, havia no grupo algumas artesãs que eram hábeis no crochê, como a Daniele, a Miriam, a Regina Gomes e a Regina Ferrão. Elas trouxeram o desejo de fazer algo de sua arte e o crochê foi adicionado como opção para as luminárias, ao lado dos fios coloridos enrolados que caracterizavam a produção do grupo até hoje. Foi um processo muito rico e intenso que resultou em verdadeiras esculturas coloridas que parecem brotar do chão em direção ao céu.

A artesã Regina explica como são criadas as peças: “Limpamos o PET e depois o cortamos. Em seguida fazemos o boleamento, aquecendo o plástico e arredondando as beiras. Em seguida fazemos a união das partes e colocamos fio e bocal. A base é feita com argila para sustentar o peso da armação do bocal e fios, deixando a peça equilibrada. Após toda a estrutura montada, a luminária ganha cor com os fios enrolados ou em crochê.” Confira aqui a linha completa de luminárias fruto desta cocriação.

Depoimento de Mana Bernardes:

“Uma alegria radial chega ao teto em forma de tramas / que saiu do lixo / que atravessou o oco / o vazio/ a falta de sentido por ter sido apenas uma embalagem e ocupar tanto espaço que não existe mais / que chega a engasgar tartarugas / mata até baleia / faz crianças estudarem o oceano como um lugar de marés conduzidoras de embalagens/ 
Essa alegria é que quando toda essa falta de sentido foi traduzida como material e não embalagens as artesãs do grupo Fios Coloridos, no Morro dos Macacos, fizeram verdadeiras esculturas e eu tenho muito, muito orgulho delas, onde durante dois meses fiquei direto como terapeuta e designer até ver brotar delas uma linha de luminárias que misturam garrafas PETs a crochê e a muitos fios coloridos. A trama é complexa e extremamente trabalhosa mas quando junta um monte de mulher e a realidade tem que ser transformada tudo acontece. Essa luminária tem uma luz toda especial projetada pelo craque Airton Pimenta.”




quinta-feira, 9 de abril de 2015

Mana Bernardes e Grupo Mães da Maré: uma parceria feita de sonhos

Mana Bernardes, a designer. Twry, artesã e indígena pataxó, líder do grupo Mães da Maré. Duas mulheres incríveis que uniram criatividade, sensibilidade e talento, transformando PET em produtos feitos de sonho. A parceria entre o Coletivo Artes Coca-Cola, a Rede Asta e a designer carioca é o ponto de partida que fez nascer uma mini coleção inspirada no filtro dos sonhos, um objeto da cultura dos índios norte-americanos que ganhou o filete de PET em sua releitura.


Os produtos foram desenvolvidos em cocriação a partir de oficinas realizadas por Mana junto ao grupo de artesãs. Os encontros realizados na casa de Twry na comunidade da Maré (RJ), por trás dos tapumes da Linha Vermelha, foram carregados de histórias, vivências e experimentações de materiais, que permitiram a criação de uma linha inspirada neste objeto considerado mágico em algumas culturas.

“Amarrar esses fios, achar as texturas certas, misturar aos cipós. Dar conta de fazer a banana amassada das crianças que brincam nesse universo em volta do trabalho lúdico de suas mães. Não à toa esse grupo chama Mães da Maré, o clima de trabalho delas é tão afetivo que em poucos minutos dentro da laje delas não sei de nada lá fora, não ouço mais as buzinas e sou absorvida pela simpatia dessas mulheres bonitas pela natureza de exercer no domínio de suas mãos uma atividade tão ancestral do mundo feminino, do mundo de fiar, cortar tecidos, achar cipós maduros.” Mana Bernardes

A artesã Twry aprendeu a fazer filtros dos sonhos na infância, em sua aldeia, de onde saiu para o Rio de Janeiro aos 15 anos, porque não se conformava com as dificuldades que seu povo passava. Sempre questionadora e com espírito de liderança, criou o grupo Mães da Maré em 2010, onde dez mulheres se reúnem para criar seus produtos. Essa peça tão simbólica chamou a atenção da designer, que desenvolveu junto com Twry, Cidinha e as artesãs do grupo um novo filtro dos sonhos, reaproveitando o PET e transformando-o em filetes que seriam tramados à mão para a criação da teia. É um trabalho de extrema técnica e perfeccionismo ao qual todas do grupo se dedicam.


O círculo do filtro é feito de um arco de cipó que Twry recolhe ela mesma em uma região de mata na cidade de Niterói. Ela molda o material colocando-o no formato e o deixa secar por uma semana. Angela e Zezé forram o cipó com os tecidos doados pela Rede Asta. O círculo é também um símbolo da união destas mulheres em torno de um mesmo objetivo, um mesmo fim. Aliás, o significado do nome indígena Twry é união. Não poderia ser melhor, não é?

Saiba mais

O filtro dos sonhos é um objeto de proteção de origem na cultura dos índios norte-americanos. O centro da teia corresponde ao Grande Mistério, a Força que abrange o Universo. Acredita-se que ele filtre os sonhos, deixando passar os bons e retendo os maus sonhos em sua teia, que se dissipam aos primeiros raios de sol da manhã.

“Esses filtros de filetes de garrafas parecem mesmo as sábias teias de aranhas. Assim transpassam os espaços pendurados nas janelas como mandalas flutuantes e levam a gente pra um lugar entre o sonho e a realidade, o que existe e o que pode ser construído. E mais importante do que isso, esse objeto tem um mistério e isso no ar fica muito bonito.”
Mana Bernardes

sexta-feira, 20 de março de 2015

Chegou a nova Coleção Floresta

Com 5.500.000 km2 de área, a Amazônia representa mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e compreende a maior biodiversidade em uma floresta tropical no mundo. Um ambiente único, cheio de possibilidades, repleto de histórias e lendas locais sobre botos, criaturas como o Mapinguari e outras. Mas as histórias mais incríveis que as árvores guardam entre seus troncos e copas são as da sua gente, dos habitantes que nascem, crescem, constroem suas vidas e ali permanecem.


Em meio a este lugar mágico é que o projeto Coletivo Artes Coca-Cola desembarcou. A partir da parceria entre o Instituto Coca-Cola, a Rede Asta e a designer Monica Carvalho, foram feitas oficinas de capacitação com grupos de artesãos locais para o desenvolvimento de produtos, fortalecimento dos grupos e geração de renda através da venda das peças criadas durante as oficinas. Foram 6 grupos, 49 artesãos, sendo 9 homens e 40 mulheres nesta segunda fase do projeto realizada em 2014. Durante algumas semanas, a designer carioca Monica Carvalho, cujo trabalho já traz muito da inspiração dos materiais naturais, cocriou junto com os artesãos e a partir do que eles já traziam como identidade em seus trabalhos.

O resultado foi uma Coleção marcada pela alma da floresta, cheia de sementes como o açaí, o morototó,  a chumburana e a jarina. Esses insumos naturais foram combinados com materiais reaproveitados como a latinha de refrigerante e a garrafa PET. Os artesãos aprenderam ainda mais a ter um olhar ecológico e trazer o aspecto sustentável para sua produção. É o caso do Lázaro, do grupo de artesãos Biojoias Muru Muru. Ele criou a linha Brólhos em parceria com a designer. O nome vem do desenho do pingente, em formato que se assemelha a um abrolho, espinho encontrado em plantas da região. Hoje, Lázaro vê seu trabalho reconhecido e sonha até em ver sua obra sendo vendida fora do país.


Amanhã, 21 de março, é o Dia Mundial da Floresta. E temos o imenso orgulho em lançar esta nova Coleção feita pela união, o trabalho conjunto e afinado, o olhar para o reaproveitamento e a beleza que a natureza e seus insumos permitem. São mais de 70 itens, como colares, gargantilhas e pulseiras, além de clutch e objetos decorativos e utensílios. Confira aqui a Coleção completa e surpreenda-se.

Sobre o Coletivo Artes Coca-Cola 

O objetivo deste projeto é capacitar grupos de artesãs de baixa renda usando uma dobradinha certeira: oficinas de design + reuniões sobre gestão e empreendedorismo. Cada grupo desenvolve uma coleção exclusiva de produtos que reciclam embalagens de Coca-Cola. Essa coleção é oferecida em canais de comercialização mais amplos do que a venda local, através da Rede Asta. Isso garante que os grupos recebam pedidos mensais e se mantenham gerando renda e consciência ecológica. Do lado do consumidor, fica a certeza de adquirir um produto sustentável e afinado com os preceitos do comércio justo.

quinta-feira, 19 de março de 2015

19 de março, Dia do Artesão

Hoje é Dia do Artesão. Aquele que transforma, cria, reaproveita e vê possibilidades nos mais improváveis materiais. As mãos são suas ferramentas. A imaginação, sua fiel companheira. E seu amor pelo fazer, seu maior talento.

Na Rede Asta há mais de 700 artesãos e artesãs. É por eles que nós existimos e trabalhamos todos os dias. E hoje, queremos dizer a todos:

PARABÉNS!


terça-feira, 10 de março de 2015

Rede Asta no jornal Brasil Econômico

A Rede Asta saiu no caderno especial sobre Economia Criativa para micro, pequenas e médias empresas, publicado pelo jornal Brasil Econômico. O suplemento trouxe várias iniciativas e mostra como a indústria criativa tem se sobressaído desde meados dos anos 90, quando começou a ser foco de políticas de desenvolvimento em diversos países.

Segundo o Caderno, mesmo num cenário de crise, a indústria criativa tem prognósticos animadores, abrigando negócios que geram substancial valor à economia e são capazes de transformar adversidades em oportunidades, além de promover a inclusão social.

O mercado de artesanato está inserido neste contexto, movimentando anualmente R$ 50 bilhões em vendas. 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher, uma data muito especial

Falar de mulher é falar de Rede Asta. Afinal, somos muitas. Mulheres artesãs, guerreiras, mães, filhas, empreendedoras, mulheres de fibra e coração valente! O Dia Internacional da Mulher, que se comemora em 8 de março, é uma data muito simbólica, pois nos leva à reflexão sobre o nosso papel perante o mundo, nosso valor, nossos sonhos e nossa capacidade de realizar mais a cada dia.

Temos hoje mais de 700 artesãos em nossa Rede do bem. Desse número, sem medo de errar, podemos dizer que 90% são mulheres. Em geral, são mulheres mais maduras, de 35 a 60 anos. Muitas tiveram seus filhos muito novas, outras tantas foram abandonadas por maridos e se viram na situação de ter que cuidar da casa e sustentar suas famílias. Muitas não conseguiam voltar ao mercado de trabalho após muito tempo se dedicando a suas famílias. Mas foi através do desejo de vencer e de muito talento que elas vêm conseguindo se superar e construir uma vida melhor, através da geração de renda por meio de seu próprio trabalho.

Em geral, os grupos produtivos que fazem parte da Rede Asta nascem como uma forma de convívio social, em que mulheres se reúnem motivadas por um desejo semelhante. É uma forma de se sentir pertencente a alguma coisa. Segundo Alice Freitas, nossa Diretora Executiva, essas mulheres “não se entendem como negócios, entram como grupos produtivos mas com o tempo se desenvolvem e acabam se tornando empreendimentos.” Diariamente ouvimos histórias de muita superação em que vemos a raça e o espírito empreendedor de tantas mulheres. E isso nos inspira ainda mais em nossa vontade de fazer mais e construir uma realidade diferente junto com elas.

O papel da mulher na sociedade e na economia é vital. Segundo estudos, 90% da renda da mulher é aplicada na família ou na comunidade em que vive quando sobra. E só 30% a 40% da renda do homem é usada para este fim. Ou seja, a mulher é um agente de mudança e real transformação da nossa sociedade. Então, para todas as mulheres: artesãs, parceiras, colaboradoras, clientes e conselheiras, deixamos nosso verdadeiro aplauso. Nós merecemos!