quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Somos as vencedoras do Prêmio Visionaris do UBS

Nós da Rede Asta estamos em festa! No ano do nosso décimo aniversário fomos os grandes ganhadores do Prêmio Visionaris, do Banco UBS. O prêmio é uma iniciativa do UBS para apoiar o trabalho de empreendedores sociais de destaque. Um presentão que nos deixa extremamente orgulhosas pelo reconhecimento da trajetória de empoderamento feminino que trabalhamos desde o início.
 “A Rede Asta iniciou em 2005 apoiando um grupo de 30 mulheres em uma cooperativa de catadores de Campo Grande, periferia do Rio de Janeiro. O faturamento total em vendas naquele ano foi de R$ 15 mil. Hoje temos  974 artesãs, distribuídas em 59 grupos, em 10 estados brasileiros. O faturamento em 2014 foi de R$1,1 milhão” Alice Freitas, cofundadora e diretora executiva. 
O tema da premiação desse ano foi “Reinventando Inovação”. De acordo com a UBS, a escolha temática foi o modo que encontraram de valorizar iniciativas que combatem um problema social ou ambiental e que sejam inovadoras desde a sua raiz, se esforçando para continuar reinventando suas ideias, ferramentas e processos. Esses e outros motivos fizeram com que nós, da Rede Asta, fossemos um dos quatro finalistas junto com Gastromotiva Brasil, Imaflora Brasil e Instituto Empreender.

A divulgação do vencedor da 12º Edição do Prêmio aconteceu em São Paulo, no Hotel Fasano, no dia 12 de novembro. Após a exibição do vídeo que conta um pouco do nosso trabalho fomos anunciados como os vencedores.


A Rede Asta se destacou em inovação no dia a dia do trabalho, com a identificação de desafios e criação de soluções. Desde a criação da primeira rede de venda direta (por catálogo) de produtos artesanais do Brasil até a percepção de seu esgotamento; o fortalecimento, então, de outros canais de venda; a criação de um novo modelo de Redes de Produção onde vários grupos de artesãs confeccionam, coordenadamente, o mesmo pedido em curto prazo; além da abertura da segunda loja, em Ipanema.
“Estamos muito felizes por esse reconhecimento, pois quando falamos da Rede Asta, estamos falando de centenas de mulheres Brasil a fora que mudam de vida por meio da valorização do seu trabalho. Então, esse prêmio é de todas nós”, afirma Alice.
O vencedor ganharia US$ 25.000 e os demais finalistas US$ 5.000 cada. Porém, Alice ao receber o prêmio subverteu a ordem e anunciou que dentro de um negócio social não trabalhamos por competição, mas por cooperação e por isso havia combinado com os outros três finalistas que o prêmio seria divido em US$ 10.000 para cada empresa. Parte deste recurso, as quatro empresas irão investir juntas num projeto em conjunto, somando suas forças. Não tem como dar errado, não é?

Estamos muito orgulhosas com a premiação e animadas com o projeto que surgirá da parceria com a Gastromotiva, Imaflora Brasil e Instituto Empreender.

Que venham novas e felizes oportunidades como essa no ano que vem! Parabéns a todos que participaram.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Novas padronagens em bolsas e almofadas

Em Rio Bonito as 5 artesãs do grupo Ecopolo trabalham gerando produtos de decoração feitos na técnica milenar do tear manual. O grupo tem 7 teares que são habilmente manejados pela Cremilda, Patrícia, Alessandra, Iraci e Gracinha, sob a coordenação da Clarice.

Para a nova coleção de Verão da Rede Asta, o grupo inovou cocriando lindas bolsas, tapetes, caminhos de mesa e capas de almofada que seguiram a tendência da moda em estampas e padronagens. Em 2014 as artesãs fizeram uma oficina com um especialista em tear, o Rodrigo “tecelão”, para aprender novos desenhos que valorizassem suas peças. O resultado foi surpreendente, mas elas não sabiam o que fazer com as coloridas estampas criadas. Foi então que fizemos oficinas de desenvolvimento de produtos em parceria com a designer Raíssa Colela, que trouxe seu olhar do mercado da moda e as últimas tendências para que os produtos tivessem maior aceitação no mercado.


“Quando cheguei ao grupo Ecopolo, minha primeira intenção foi olhar para o que elas lá descartavam. Minha intenção era pesquisar algo mais gráfico, que desse uma cara de padronagem localizada, e não corrida, como o grupo já vinha trabalhando há anos. Para minha felicidade, achei retalhos de padronagens, e estudos de novos desenhos, que se ajustavam ao que queria, eram gráficos, coloridos e geravam uma nova identidade para o grupo.”, explica Raíssa.

A estampa Pied de Poule também foi uma das novidades aprendidas pelo grupo e se tornou o carro-chefe da linha de almofadas da nossa Coleção. Essa estampa tradicional entrou na moda quando foi usada por Coco Chanel na década de 30 e posteriormente por Christian Dior. De lá pra cá, continua clássica e em alta.

Além das novas padronagens, novas modelagens para as bolsas foram desenvolvidas com a ajuda do Luis, parceiro do grupo que ensinou os novos formatos, dando um desenho mais urbano e versátil às peças. Para a técnica do tear, é preciso que o molde seja feito no papel e em seguida cortado em TNT. Esse tecido é costurado no tecido tramado no tear para manter a integridade da trama. Assim nascem bolsas lindas, modernas e com a cara das ruas, para mulheres modernas e que sabem o valor de uma peça feita por produtores locais.

Em relação ao contato com o grupo diretamente, a designer percebeu uma alegria por partes das tecelãs logo de início, pela possibilidade de um novo olhar, pelo desafio de se reinventar.

“A sensação final é essa, elas criaram uma coleção que estava lá, já dentro do atelier, mas que pelo dia a dia e pelo natural hábito de fazer de uma determinada maneira aquilo que sabemos, não podia ser vista por elas mesmas. O meu papel foi o olho de fora, um olhar mais fresco para aquele universo, que estimule aquilo que já está lá em potencial, mas que é chamado e convidado agora a participar do processo de criação. A coleção ficou linda, cheia de surpresas e novidades!”, finaliza Raíssa.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Chegou a Coleção Verão 2016 da Rede Asta!

Chegou o momento de apresentar a tão esperada nova Coleção Verão 2016  que foi feita com muito carinho pelas artesãs da Rede Asta. Ela foi feita coletivamente a partir do trabalho de pesquisa da nossa equipe de Desenvolvimento e do talento de cada artesão envolvido na produção das peças. Pesquisamos tendências de mercado, sobretudo em decoração e moda, para nos inspirar na criação de produtos que fossem muito atuais e tivessem uma boa aceitação no mercado. Nosso objetivo era apaixonar nossos clientes e motivar ainda mais nossos grupos produtivos. Pelo belo trabalho realizado pelos artesãos na Coleção vemos que com eles o objetivo foi alcançado com sucesso e temos certeza que o próximo passo é você, nosso cliente, se encantar também.


Um mundo a mil

Vivemos num mundo cheio de estímulos, informação, velocidade, publicidade repetitiva e produtos similares que disputam nossa atenção em todos os lugares. É uma verdadeira guerra para atrair o consumidor, que já se mostra um pouco cansado, em busca de algo realmente diferente e que tenha a ver com sua personalidade. Neste cenário, as marcas que encontraram o caminho da comunicação emocional e diferenciada com o cliente estão saindo na frente, cativando o cliente naquilo que é realmente importante para ele. Valores como confiança, amizade, transparência e admiração estão se tornando itens importantes na hora de decidir qual produto escolher. Nós, consumidores, não queremos ser mais um e não queremos mais produtos que também sejam apenas um dentre muitos iguais. Queremos consumir o que precisamos de empresas que acreditamos, não é mesmo?

A Rede Asta é feita por centenas de artesãos, somos uma mistura de talentos, histórias de vida, afetos, lutas e cores. Tudo que fazemos e vendemos passa pela emoção do criar, do construir juntos. Estamos felizes porque o que fazemos e valorizamos há tanto tempo, o Fazer à Mão, finalmente está na moda e presente em várias campanhas de grandes marcas do mercado. Por isso, podemos dizer que saímos na frente, porque ser único e autoral pra nós não é um modismo, é o dia a dia, é nossa vida desde sempre. Nossos produtos, criados pelos grupos produtivos, têm alma, histórias e são valorizados por pessoas que querem peças com identidade, únicas e cheias de personalidade.

Tendências para o Verão

Para o próximo verão as grandes tendências que seguimos são resumidas em três temas que permearam a criação de todos os itens desta nova Coleção: o Andarilho (estilo nômade de ser e de viver), o Feito à Mão (valoriza a produção local) e Tropical (nossas flores e frutas brasileiras).

O ANDARILHO



 
Este tema vem da figura do nômade, aquele que não consegue ficar em um só lugar e opta por um estilo de vida em que pode estar constantemente trocando de paisagem, cultura, conhecendo pessoas diferentes e aprendendo muito.  Com o mundo moderno em que vivemos, os nômades são também digitais e se conectam com tudo e com todos. As distâncias se encurtam, mas a visão e o prazer de conhecer é reafirmado e valorizado.





A tendência nômade utiliza mistura de texturas, trabalhos artesanais, franjas, bordados feitos à mão, muitas estampas étnicas e florais misturadas com bijuterias carregadas. Em nossa coleção, ela está presente em colares feitos de reaproveitamento de tecidos e papéis, em bolsas com estampas étnicas e tribais, entre outros itens.


FEITO À MÃO



O feito à mão se refere ao artesanato local de diversas regiões do país. Por isso essa tendência é chamada de regionalismo. É a valorização da diversidade cultural dos pequenos polos. Essa tendência está representada em acessórios de palha, corda, crochê, renda, bordados, e outros matérias naturais.


Na nossa coleção, temos produtos feitos de taboa retirada direto da natureza, objetos decorativos feitos com resíduos agrícolas e de bagaço de cana de açúcar, além de bolsas bordadas, objetos decorativos de crochê, entre outros. E como tudo feito à mão, são peças únicas, feitas para você.
                                                                                                                   
TROPICAL


A inspiração vinda da natureza aparece basicamente nas estampas e aplicações de desenhos. Cores vivas e estampas de flor, vegetação e frutas da nossa estação. Os sabores e cores do verão tropical brasileiro estão em nossos produtos.
















Ensaio fotográfico com as artesãs


A produção fotográfica da nova coleção de Verão contou com uma externa em que algumas artesãs que fazem parte da Rede Asta foram convidadas a participar como personagens principais representando todas as mais de 900 artesãs que fazem parte da Rede. Em geral essas talentosas mulheres estão sempre escondidas atrás de suas máquinas de costura e moldes, mas dessa vez quisemos trazer sua força e beleza para um ensaio fotográfico em que elas pudessem mostrar toda a sua alegria e personalidade.

Foram convidadas 4 artesãs, a Ana Lúcia e a Cristina, do Fuxicarte, Ceiça, do Nós do Ponto Chic e a dona Lili, do Pipa Carioca. Elas foram maquiadas e produzidas para um verdadeiro editorial de moda junto a seus produtos. Tiveram um dia de modelo e esbanjaram beleza e simpatia ao lado dos seus produtos que sempre mostraram suas habilidades e talentos inquestionáveis.



Confira aqui todos os produtos da nova Coleção Verão 2016 da Rede Asta. Você vai se surpreender!


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Nova vaga de trabalho na Rede Asta!

A Rede Asta acabou de abrir uma nova vaga de emprego. Confira as informações abaixo e caso seu perfil se adeque a essas características ficaremos felizes em receber seu CV. Envie para nap@redeasta.com.br até 13/11/2015.

Monitor de campo

Responsabilidades e funções: Responsável por dar o suporte necessário à Coordenação do NAP no que se refere ao Projeto e ao relacionamento com os grupos produtivos. Especialmente: 

  • Visitas de campo para aplicação de questionários, devolutiva dos resultados aos grupos, elaborar plano de ação junto aos grupos, acompanhar o plano de ação e apoiar os grupos a cumprirem as metas estabelecidas no plano de ação. 
  • Organizar e planejar as reuniões internas e externas, atividades de campo, logística, planejamento de visitas, inclusive de especialistas convidados para qualificar os produtos já criados. 
  • Planejar e realizar oficinas de capacitações com grupos produtivos através de vídeo-aulas. Auxiliar na elaboração do material didático das oficinas.  
  • Realizar análises de nivelamento de grupo e aplicação das metodologias de treinamento para cada um avaliando o desempenho e gerando próximos passos efetivos.


Equipe e interfaces: Grupos produtivos, Núcleo de Apoio ao Produtor e Projetos – NAP e parceiros.

Para quem se reporta: Coordenação NAP

Expectativas e metas: Transformação dos grupos em negócios profissionais capazes de conquistar novos mercados e crescer (se isso for vontade de cada um).

Local de trabalho: Rio de janeiro e disponibilidade para viagem – Manaus: disponibilidade para viagem

Período: 12 meses

Horário: A combinar

Perfil esperado

Competências buscadas: Habilidade de transferir conhecimento, traduzir os conhecimentos do nível institucional à realidade da organização, em nível operacional; compromisso com resultados; planejamento e organização; comunicação com diferentes públicos; bom relacionamento interpessoal.

Experiência profissional desejada: Trabalho com grupos produtivos artesanais ou micro empreendedores, já ter dado aulas, conhecimento de empreendedorismo, elaboração e implementação de plano de ação, oficinas com grupos e usos de metodologias participativas, conhecimento de pacote Office e internet.

Perfil pessoal: Pro-atividade, engajamento relacional, didática e adaptabilidade, criatividade, compromisso social.




Sobre a Rede Asta: Criada em 2005, a Rede Asta é um negócio social que leva a consumidores de todo Brasil produtos de design feitos por grupos produtivos de regiões de baixa renda. Atuamos no empoderamento de mulheres artesãs e de seus pequenos negócios por meio de treinamentos, formação de redes de produção e criação de canais de venda. Os produtos são criados com a orientação de designers. São peças únicas, feitas à mão, com o reaproveitamento de diferentes materiais. O modelo valoriza quem produz, respeita o meio ambiente e cria relações econômicas justas para toda a cadeia.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Artesão agora é profissão regulamentada!

Nós, da Rede Asta, sempre valorizamos o artesanato brasileiro, o feito à mão, por pessoas habilidosas e capacitadas. Nossos produtos são todos feitos por artesãos de diversos lugares do Brasil. Por isso estamos em festa com a assinatura (22/10) pela presidente Dilma Rousseff e pela publicação em Diário Oficial (23/10) da Lei Nº13.180, a Lei do Artesão.



Ficou definido que artesão é toda pessoa física que desempenha suas atividades profissionais de forma individual, associada ou cooperativada. Cujas atividades sejam predominantemente manuais, podendo contar com o auxílio de ferramentas e outros equipamentos, visando à qualidade, segurança e normas dos produtos, quando houver.

O Governo se compromete a valorizar a identidade e cultura nacionais, a destinar uma linha de crédito especial para o financiamento da comercialização da produção artesanal e para aquisição de matéria-prima e de equipamentos imprescindíveis ao trabalho artesanal, a integração da atividade artesanal com outros setores e programas de desenvolvimento econômico e social, entre outras diretrizes traçadas para os artesãos.

A Carteira Nacional do Artesão também será criada, sendo esta a identificação profissional da categoria. Ela terá validade em todo o território nacional por no mínimo um ano e será renovada mediante a comprovação das contribuições sociais vertidas para a Previdência social, conforme exige o regulamento. A Lei ainda prevê a criação de uma Escola Técnica Federal do Artesanato, visando capacitar e desenvolver exclusivamente artesãos.

Parabenizamos todos os artesãos por essa conquista! Desejamos que essa bela profissão seja cada vez mais valorizada pela sociedade brasileira, pois reconhecemos o valor do nosso povo e da cultura nacional que ela carrega.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Brinquedos de antigamente feitos à mão

A gente adora cocriar produtos e transformar resíduos em coisas lindas junto com nossos grupos produtivos. Haja visto nossa linha infantil para o Dia das Crianças que já é um grande sucesso. Tudo aqui na Rede Asta é feito à mão com muito carinho. Mas não é só a gente que gosta do fazer à mão, do artesanal. O blog Artesanato Passo a Passo também adora e fez um post ensinando o passo a passo para fazer um monte de brinquedos e liberar a criatividade dos pequenos. Tem jogo de dama de tampinhas, boliche de garrafas pet, telefone sem fio de lata e outros mais.



Quem nunca brincou com essas coisas das antigas? Nós brincamos e amamos. Tanto que nossos brinquedos são todos resgatando as brincadeiras de antigamente, como a peteca, o vai-e-vem, o elástico de pular, o jogo da memória e o bilboquê. Confira nossa linha completa aqui.




Vale conferir lá no blog e botar a mão na massa no próximo dia 12. É diversão garantida!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Brincar é bom, bonito e do bem!

Brincar é tão bom que deveria ser algo pra vida toda, não é? Mas muitas vezes a gente cresce, fica cheio de responsabilidades e esquece de um lado mais lúdico e divertido, que tornaria a vida muito melhor. O bom é que aqui na Rede Asta, a gente vive e convive com gente supertalentosa, que cria, produz e inventa, usando técnicas diversas de uma forma criativa e original. É gente que “brinca de criar” (de uma forma muito séria!), construindo produtos lindos, coloridos e cheios de histórias por trás.



As artesãs do grupo Fios Coloridos são assim e aceitaram o nosso desafio de expandir sua técnica com fios, já utilizada em luminárias feitas de PET, para criar brinquedos para nossa nova linha infantil. A partir do pedido dos nossos clientes que sempre procuravam nas lojas por um brinquedo “bom, bonito e do bem”, embarcamos nessa viagem rumo à criança que há em todos nós e mergulhamos num processo de cocriação entre nossa equipe de desenvolvimento de produtos e o grupos. Assim nasceu a linha de Bilboquês supercoloridos! A ideia desse brinquedo tão antigo (ele aparece em pinturas que datam do século XVII!) surgiu a partir de um bilboquê feito de garrafa PET pela filha de 10 anos da Lu Caetano, artesã do grupo.

O grupo usa garrafas PET e barbantes coloridos na confecção. Um bilboquê grande por exemplo reaproveita 2 garrafas PET e 30 metros de fio. Haja trabalho pra enrolar! Do primeiro bilboquê vieram outros tamanhos e formatos, com maior ou menor dificuldade, pra brincadeira ficar mais divertida. E também surgiu o Vai-e-Vem, brinquedo que a Lu curtiu muito em sua infância no Morro dos Macacos, comunidade onde o grupo surgiu.





Piloto pronto, lá foi a Regina, líder do grupo, testar o objeto com um de seus cinco netos, o Cristiano, de 12 anos. Ele, fruto da geração digital, nunca tinha visto um bilboquê na vida e aprovou a brincadeira. Foram três semanas de desenvolvimento, da ideia até o produto aprovado. O resultado agradou não só pelo produto que nasceu, mas também porque todas nós da equipe e as artesãs do grupo mergulhamos no passado e de lá trouxemos a nossa criança, aquela que está guardada no coração esperando nossa atenção para uma divertida brincadeira de pic-pega ou amarelinha. :-)




Peteca, elástico ou corda?

Qual vai ser a brincadeira de hoje? A gente aqui custou a escolher e acabou brincando com todas. Foi uma verdadeira festa na equipe quando os produtos criados para o Dia das Crianças chegaram em nosso depósito. Tem kit de brincadeiras com corda com aplicação de tecido no punho, elástico para pular feito com retalhos e peteca, tudo confeccionado pelo grupo Divas da Criação, da comunidade de Ramos. Além de bolsinha com giz de cera pra colorir das artesãs do Pipa Carioca. Tudo feito de reaproveitamento de materiais e valorizando aquelas brincadeiras antigas, que a gente brincava nas praças e ruas, e que estão tão esquecidas em tempos de smartphones, internet e jogos eletrônicos.


Nosso jogo da memória criado pelo Artejor é todo feito com revista e traz personagens étnicos, que além de divertir valorizam a convivência entre povos e culturas diferentes. E os móbiles feitos pelo Mãos Brasil de origami, arte tão antiga de dobradura, espalham poesia e delicadeza para a decoração do quarto do bebê.  A minicoleção tem mais itens, como almofadinhas infantis, bolsinhas com caderno e outros. Confira aqui!


A nova linha infantil da Rede Asta quer valorizar o brinquedo artesanal, feito à mão, e o brincar junto. Além de divertir, os produtos auxiliam no desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas.

Esse post fez você lembrar da sua infância? Não tenha vergonha, abrace sua criança e vem brincar com a Rede Asta! Afinal, brincar é bom, bonito e do bem!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Somos Empresa B certificada!


A Rede Asta recebeu a certificação como Empresa B e agora faz parte de um seleto time de empresas inovadoras que utilizam o mercado como meio de realizar mudanças sociais e ambientais. Essa certificação nasceu há 7 anos nos Estados Unidos e chegou ao Brasil em 2013. Hoje existem mais de 1000 empresas certificadas no mundo, em 34 países e em 60 setores distintos, sendo 25 no Brasil e nós fazemos parte dessa comunidade!

O processo de certificação é longo onde a empresa precisa cumprir altos padrões de performance e é avaliada através de um processo que analisa cinco principais áreas: Modelo de Negócios, Comunidade, Meio Ambiente, Governança e Funcionários. As Empresas B se comprometem legalmente a tomar decisões maximizando o valor para todos os seus públicos de interesse – e não apenas para seus acionistas.

O Sistema B, responsável pela certificação no Brasil, entende que é além de uma certificação, um novo modo de pensar as empresas e a economia que está surgindo. Segundo o Ministério do Trabalho e do Emprego:
"Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem."

Ser uma Empresa B é motivo de orgulho para todas as pessoas envolvidas na Rede Asta: das artesãs que desenvolvem os produtos, equipes de escritório e lojas, e se estendendo aos nossos consumidores, que apoiam a causa ao adquirir produtos que foram feitos com reaproveitamento e muito carinho, pensando no bem do nosso planeta e contribuindo para uma sociedade mais justa.

Agradecemos a todos que nesses anos de atividade nos ajudaram a chegarmos neste patamar de excelência e comprometimento. É com alegria que compartilhamos com todos vocês mais esta vitória.

Retiro de Lideranças B 


Aconteceu no terceiro final de semana de agosto o primeiro Retreat de Empresas B fora dos Estados Unidos, em Nazaré Paulista, com as Empresas B brasileiras. Os participantes trabalharam juntos em uma agenda cocriada para desenvolvimento pessoal, da empresa e da comunidade, tendo vivências intensas e fundamentais para o fortalecimento da comunidade de Empresas B no Brasil. Nossa gerente de São Paulo esteve presente e compartilhou um pouco da experiência da Rede Asta com outras Empresas B.

Líderes das Empresas B brasileiras


Quer saber mais sobre o que são as Empresa B? Veja o vídeo:




quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Nova vaga de estágio!

A Rede Asta acabou de abrir uma nova vaga de estágio. Confira as informações abaixo e caso seu perfil se adeque a essas características ficaremos felizes em receber seu CV. Envie para nap@redeasta.com.br até 30/09/2015.

Estagiário de ADM para o Núcleo de Apoio às Produtoras (NAP)

Responsabilidades e funções: o estagiário do NAP é responsável por dar o suporte necessário à Coordenação do NAP no que se refere a Projetos e relacionamento com grupos produtivos de artesãos da Rede Asta. Especialmente:

PROJETOS: suporte físico, administrativo e logístico para execução dos projetos; compra de passagens e organização das viagens, acompanhamento do cronograma físico-financeiro de projetos; monitoramento de indicadores; interface com fornecedores e grupos produtivos; produção, compilação, organização, registro e análise de informações;

NAP: manutenção do banco de dados e cadastro dos grupos produtivos; aplicação de pesquisas de avaliação e monitoramento, compilação e análise de dados; atualização do status dos planos de ação derivados das avaliações e medições de impacto; marcação de eventos.

A quem se reporta: Coordenação do NAP

Local de trabalho: Rio de Janeiro, Sede da Rede Asta em Laranjeiras. Precisa estar disponível para viagens.

Bolsa: R$ 800,00

Horário: 6 horas diárias a combinar

Perfil esperado:

Formação acadêmica/ línguas/ informática: De preferência cursando Administração ou  Engenharia de produção; Domínio de planilha Excel, Word e Powerpoint; Conhecimento de ferramentas de gestão de projetos (PMO, MS Project, Gantt, etc).

Experiência desejada: Alguma experiência com gestão administrativa, organização de eventos ou produções.

Competências buscadas: Organização, capacidade de realizar múltiplas funções, pontualidade, comunicação com diferentes públicos, Compromisso social.
 Perfil pessoal: proatividade, engajamento, relacional, comunicação, didática, compromisso.



Sobre a Rede Asta: Criada em 2005, a Rede Asta é um negócio social que leva a consumidores de todo Brasil produtos de design feitos por grupos produtivos de regiões de baixa renda. Atuamos no empoderamento de mulheres artesãs e de seus pequenos negócios por meio de treinamentos, formação de redes de produção e criação de canais de venda. Os produtos são criados com a orientação de designers. São peças únicas, feitas à mão, com o reaproveitamento de diferentes materiais. O modelo valoriza quem produz, respeita o meio ambiente e cria relações econômicas justas para toda a cadeia.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Cerâmica e PET, inovação que deu certo

A gente aqui na Rede Asta sempre se surpreende com os novos produtos que nascem das mãos das nossas queridas artesãs. É muito talento junto! E foi do talento, da união, da criatividade e da junção de saberes de várias origens que surgiu a nova linha de produtos do grupo Cantinho das Artes. O grupo também é novo e chegou a nós a partir do projeto Coletivo Artes Coca-Cola, do Instituto Coca-Cola, realizado em Curitiba em 2014. Foram realizadas oficinas de desenvolvimento de produto pela designer Satsumi Marakami, que contou com a parceria do artesão Edenelson Soares, primeiro artesão a dar capacitação aqui na Asta.


O grupo já trabalhava com reaproveitamento de materiais como tecidos, PET, caixas de leite, papelão e papel. Mas as oficinas focaram na inovação e a equipe buscou incentivar a criação de uma nova linha, que tivesse um diferencial criativo e fosse bem aceita no mercado. Foi aí que uma das artesãs mostrou uma peça de cerâmica que havia no lugar e contou que foi comprada de um ceramista da região. A designer e Edenelson foram conhecer as peças e viram que havia uma bela oportunidade para a criação de uma linha bem diferente do que se vê por aí.


As cerâmicas foram compradas valorizando as que fossem utilitárias para uso na cozinha e banheiro ou decorativas. Com elas a equipe se debruçou sobre diversas experimentações usando a garrafa PET e a latinha. Testaram diversas formas de aplicar o PET nas peças, da costura à cola, até chegar ao resultado final. As artesãs aprenderam a furar a cerâmica em uma furadeira de bancada. A partir destes furos o filete de PET é “costurado” com uma agulha grande.


Elas aprenderam técnicas novas de filetagem (com filete mais fino) e como trançar o filete para aplicação nas peças de cerâmica.



A latinha de refrigerante, outro insumo da cadeia produtiva da Coca-Cola, também foi reaproveitada e virou a tampa perfeita para o porta-temperos. São utilizadas a borda superior e o fundo de duas latinhas, que é lixada com palha de aço seca para retirada da cor.


Foi um trabalho de design, trocas e aprimoramento de técnicas artesanais de reaproveitamento que criou uma linha cheia de identidade para o grupo. O resultado ficou limpo e original como você pode ver aqui. Peças super práticas e decorativas, que vão valorizar sua casa.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Um quintal com muitas folhas

Em Seropédica tem uma casa e nela, um quintal imenso. Neste quintal tem muitas árvores, frutos e folhas, e é nele que as 28 crianças, filhos do coração da costureira Eunice, brincam. 

Ali, bem longe da correria do mundo urbano, a designer Mana Bernardes desenvolveu oficinas criativas com o grupo Costura Unida pelo projeto Coletivo Artes Coca-Cola em parceria com a Rede Asta. E foi direto deste espaço lúdico e afetivo que brotou, a partir do que a natureza convida e da capacidade de construir juntos, uma linha de produtos chamada Folhas do Quintal. 
Durante as oficinas, as folhas das árvores, que eram muitas, surgiram como elemento visual forte e relevante. A partir delas, Mana conduziu uma proposta convidando o grupo a encontrar uma solução que trouxesse esse objeto para peças de decoração. Dentre as folhas que iam sendo recolhidas do quintal, escolheram três formatos para direcionar a criação: coração, veias e a folha mais alongada





"Nunca ensino nada, só abro espaço, faço roda, boto geral pra respirar junto e ouço a história de vida de cada um. Depois disso as coisas acontecem porque elas não vem como imposição, matéria é imposição. O que me constrói é processo, mistério, coisas que acontecem quando a gente se mistura e cada um contribui com uma técnica e essas técnicas se misturam e sai uma coleção, que gera renda, autoralidade." Mana Bernardes


Cada traço foi aproveitado para a criação de uma linha que reúne almofadas, jogos americanos e avental. Além da beleza das peças o tecido utilizado valorizou ainda mais estes produtos. Todos são feitos de tecido Ecopet, que usa fios de retalhos de algodão reciclados em sua composição e poliéster (feito de garrafas PET - cada metro de tecido corresponde a três garrafas reaproveitadas). Veja o vídeo.

O grupo reúne costureiras e também ganhou uma oficina de serigrafia, onde os rapazes aprenderam mais essa técnica. Na oficina o desenho das folhas foi aplicado em telas e repassado aos tecidos.



Durante o desenvolvimento houve muita discussão para encontrar a melhor forma de imprimir ao produto o formato da folha de forma que gerasse uma peça bem acabada, com potencial de venda e dentro da identidade da linha que nascia. E como podemos ver, esse objetivo foi alcançado!



Além de adquirir novos saberes como a serigrafia e de criar lindas peças, que deram à produção do grupo uma  nova força, os 16 artesãos aprenderam a assumir sua própria história de vida. “Ser uma pessoa que assume sua origem já faz dela autêntica e criativa, isso é muita coisa”, afirma Mana.